Brava: Evacuações suspensas por causa de dívidas com agências de viagens

  • 04/07/2017 00:00

Cidade de Nova Sintra, 04 Jul (Bravanews) - As evacuações de doentes da ilha Brava para as cidades de Sao Filipe e Praia estão suspensas, porque o Ministério da Saúde tem dívidas.

 

Esta denúncia foi feita por um munícipe, que não quer ser identificado, avançando de que a situação vai agravando a cada dia, com prejuízos sérios para com os doentes e suas famílias.

 

O processo de evacuação começa com a emissão de um documento pelo Delegado de Saúde local, dirigido aos serviços da assistência social da Câmara Municipal da Brava, que sua vez emite uma requisição para as agências de viagens locais, para efeito de aquisição do bilhete de barco ou avião, em nome do doente.

 

Por causa das avultadas dívidas acumuladas ao longo de meses, as agências tem rejeitado as requisições e as evacuações ficam assim suspensas.

 

Contactada, a Câmara Municipal da Brava, na pessoa do Vereador Francisco Walter Tavares, não nega a situação e com uma directa resposta, disse “sim….isso vem acontecendo agora”.

 

Este Vereador avança de que a CMB faz os processos e envia a uma agência que é paga pelo Ministério da Saúde e Solidariedade Social - no entanto novos procedimentos estão sendo exigidos na elaboração de processo para apurar da situação socio-econômica familiar.

 

Devido às dívidas e as novas exigências, as agências não estão emitindo os bilhetes até que a totalidade dos atrasados sejam pagos.

 

“No caso da Brava, muitas pessoas não sao doentes, mas sim pacientes que precisam de análise de diagnóstico ou consultas de especialidade” pontua o Vereador, avançando de que nos casos de extrema urgência a edilidade tem assumido as responsabilidades, pagando as despesas com verba própria.

 

Este responsável avança que a edilidade vem recebendo mais de uma centena de pedidos mensais para evacuações, o que vai se tornando incomportável para o frágil orçamento destinado ao sector e a dívida com as agências já ultrapassam os 600 contos, só no presente ano económico de 2017.

 

Até cumprir as novas exigências em termos dos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, este não desbloqueara verba e as agências não voltarão a atribuir crédito.

 

“Mas o processo já está na fase final e contamos ter tudo resolvido até finais do mês de Julho”, assegura o Vereador, afirmando de que os casos de efectiva urgência e necessidade, a edilidade continuará assegurando as despesas de deslocação.

 

Francisco Walter Tavares, termina esclarecendo de que quem recebe o documento informativo e que produz todos os documentos relacionados com as necessidades de consultas ou exames do doente é o centro de saúde da Brava, mas “geralmente as pessoas recorrem a CMB, pensando de que esta instituição tem a obrigação de subsidiar as deslocações, enquanto que o procedimento é averiguar se o paciente se enquadra dentro dos critérios que o faz elegível para receber tal subsidio”.

 

MS