Brava: Ecoturismo nos ilhéus Rombos é uma “mais-valia” para trabalho das ONG ambientais – ministro

  • 25/08/2019 14:39

O ministro do Turismo, Transportes e da Economia Marítima, José Gonçalves, disse acreditar que o ecoturismo, um turismo “científico, responsável e de natureza” nos ilhéus Rombos, pode trazer receitas para os trabalhos das ONG ambientais.

O governante fez estas considerações à imprensa após uma visita aos ilhéus e salientou que estes são reservas naturais integrais e, por isso, possuem limitações.

“Temos ouvido sobretudo dos pescadores da Brava muitas queixas sobre o acesso aos ilhéus, que é algo que tem sido uma tradição desde os seus avós”, disse o ministro, acrescentando que a lei existe e é para cumprir.

Entretanto, ressaltou que o Governo encontra-se a procura de “um ponto de situação, um ponto intermédio” em que pode haver a convivência entre cuidar da natureza e do ambiente “de forma responsável” e alguma forma para os pescadores usufruírem dos frutos do mar naquela área.

Mas isto, enfatizou, está por definir, até porque, concretizou, o mesmo ainda não está “totalmente implementado”, mas que há “passos dados” como a classificação dos ilhéus como reserva natural integral.

“Falta ainda a delimitação do perímetro e um plano de gestão da zona”, concretizou.

Perante os factos presenciados nos ilhéus e as informações que possui sobre a importância da pesca no espaço, considerados os “maiores bancos de peixe” da ilha, o ministro adiantou que pode haver “alguma compatibilidade” entre a preservação e a faina dos pescadores.

Além disso, mesmo para o turismo disse creditar que não existe incompatibilidade em procurar algum tipo de turismo científico, que poderia trazer receitas para o trabalho do Projecto Vitó, tendo os técnicos sugerido, além dos trabalhos científicos, que sejam também guias conhecedores do meio ambiente.

“Este é um tipo de turismo de alto valor acrescentado e é neste sentido que o Governo quer procurar a melhor forma de cuidar do meio ambiente e, ao mesmo tempo, que as pessoas possam usufruir de uma forma responsável e trabalhar com todos que, “de boa vontade, estão a cuidar da “beleza natural” que são os ilhéus.

MC/AA

Inforpress/Fim