Brava: Subchefe principal da PN condecorado considera o acto um “reconhecimento” do seu esforço e dedicação

  • 10/07/2019 03:46

O subchefe principal da Polícia Nacional, reformado, Jorge Oliveira, condecorado hoje, considera o acto um reconhecimento do seu esforço e dedicação durante os anos de serviço e símbolo de que fez algo de bom.

Ao subchefe reformado foi entregue uma medalha de 1º grau de comportamento Exemplar e a medalha de 03 Estrelas por ter completado 30 ano de serviços efectivos.

O condecorado demonstrou uma “grande satisfação”, pois, conforme avançou à Infopress, ao longo dos 32 anos de serviços, fez de tudo para prestar um “bom serviço a bem do país e em especial a ilha Brava”.

Segundo o condecorado, iniciou as suas actividades como faroleiro, pertencendo ao quadro de Marinhas e Portos, e somente depois ingressou para a Polícia Nacional.

Mas, antes da formação, Jorge Oliveira já desempenhava as funções de faroleiro, polícia e delegado marítimo e, após a sua capacitação, passou a desempenhar as funções de polícia e a acumular as funções de delegado marítimo.

Em termos de percurso, contou que a maioria dos anos de serviços foi na Brava, onde dedicou 20 anos de trabalho e de seguida foi para a ilha do Sal onde trabalhou três anos, regressando depois para a ilha Brava.

O mesmo aproveitou para agradecer o Comando Regional do Sal e a população, que acolheram e colaboraram com ele durante os anos que esteve aí, pois, conforme Jorge Oliveira, a temporada na ilha do Sal foi algo que serviu-lhe para uma “reciclagem e transformação”, tornando-o numa pessoa “mais capacitada e qualificada”.

Salientou que no Sal fez algumas formações que na ilha Brava, por motivos de isolamento não teve a oportunidade de fazer.

A nível das dificuldades enfrentadas e da evolução na prestação de serviços, Jorge Oliveira recordou que os tempos ficaram diferentes, relembrando-se que anteriormente, se queria ir trabalhar na localidade de Tantum, tinha de pedir apoios na câmara municipal ou na delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente, na altura o MDR, a nível de transporte, para levar-lhe até Escovinha, e daí, fazia um percurso de cerca de 40 minutos a pé e na época era somente um efectivo da Polícia Marítima.

Mas hoje, além da esquadra policial ter viaturas que levam os policiais até Lomba, adiantou que há também a possibilidade de deslocarem na embarcação oferecida à esquadra.

Entretanto, o subchefe principal da Polícia Nacional, reformado, realçou que mesmo com todas as dificuldades e adversidades, fez o seu trabalho com “todo o prazer e dedicação” e é algo que considera como sendo “gratificante”.

De acordo com o mesmo, ao retroceder no tempo, não acredita que prestou os 32 anos de serviço, porque foi algo que passou muito rápido e para ele, ser condecorado não significa que foi melhor do que outros, porque desde que entrou na polícia, encontrou um sistema que rege por hierarquia.

Mesmo com a hierarquia, adiantou que, independentemente de ser um superior hierárquico de um agente, mesmo que tem a sua patente, sempre respeitava-a e a sua cabeça, e da forma que respeitava a sua cabeça respeitava os outros e os outros lhe respeitavam sem ser necessário impor superioridade.

Daí, espera que os seus agentes, não só da Brava, mas todos os outros, desde que são policiais, que tenham postura, atitude e comportamento adequado, para quando chegarem ao fim da carreira possam se orgulhar não só pela patente, mas também pelo trabalho realizado.

“Este trabalho é de risco, mas no momento que é feito não se prensa nos riscos, mas sim pensa-se na função na importância do trabalho para a comunidade e por quem solicitou o serviço, por isso é preciso dedicar para o bem de todos”, finalizou o subchefe principal condecorado.