Brava: ACLCC pretende criar “ramo local” para passar mais mensagens de sensibilização sobre cancro

  • 25/03/2019 13:05

A Associação de Cabo-verdiana Luta de Luta Contra Cancro (ACLCC) pretende criar ainda este ano uma extensão da associação na ilha Brava, como forma de passar mais mensagens de sensibilização sobre a doença.

Esta informação foi adiantada à Inforpress pelo médico e ex-delegado de saúde da ilha Brava, na reforma, Pedro da Lomba Morais, membro da ACLCC.

Pedro Morais manteve conversa aberta com as mulheres e homens das comunidades de Mato Grande, João da Noli, Garça e Baleia, sobre o cancro, com incidência no cancro da mama e da próstata e que, segundo o médico, na época em que estava no activo, estas foram as aldeias mais afectadas por estas doenças, tendo diagnosticado cerca de dez pessoas só numa família com cancro.

Além de falar sobre o cancro no geral, o clínico debruçou-se sobre os cancros da próstata e da mama, dos respectivos exames, sinais e sintomas que normalmente são apresentado, chamando a atenção dos presentes, principalmente no que diz respeito ao cancro de mama, salientando que esta não é uma doença somente das mulheres, mas que mesmo na Brava há alguns anos houve um caso de cancro de mama num homem.

Falou ainda dos factores de riscos e das medidas de prevenção e apelou para uma mudança de hábitos e de estilo de vida, com adopção de um estilo de vida saudável desde a tenra idade.

Explicou também que com a transformação global, está-se a mudar o conceito de tratamento, daí que as pessoas não devem sentir receios em procurar um médico ou um profissional de saúde que entende da doença, para fazer os exames.

Para melhorar a situação e sensibilizar a população da ilha a procurar mais os serviços de saúde para prevenção e passar outras informações necessárias, Pedro da Lomba Morais explicou que vai ser criada uma antena da ACLCC para estar mais perto das pessoas, para levar informações a todos os cantos da ilha, fazendo uma mudança em relação ao cancro, à semelhança do que foi feito no passado em relação a outras doenças.

Lembrou aos presentes de que esta não é uma campanha somente das associações ou das equipas de saúde, mas é de cada um porque “ninguém está salvo de ter esta doença”.

Esta actividade foi organizada pelo grupo de monitores do programa nacional de actividade física “Mexi mexê” da Brava, enquadrada no mês da mulher.

A participação das mulheres ficou, no entanto, “muito aquém” do desejado pela organização, contudo, Laura Gomes, uma das monitoras, anunciou a continuação de acções de sensibilização e a realização de actividades tendentes a operar mudanças no estilo de vida da população.

MC/AA

Inforpress/Fim