Brava: Actores sociais na área de gestão de calamidades necessitam de equipamentos e melhorias – consultora

  • 12/06/2019 07:13

A consultora da Prepared International, Anna Lena Hunh, em missão na Brava a pedido do Banco Mundial, no âmbito da gestão das calamidades, considerou que os actores na ilha precisam de equipamentos para dar melhores respostas a situações de emergências.

A consultoria constituída por dois conselheiros e o coordenador regional da Protecção Civil, Edson Alfama, reuniram-se com vários actores sociais da ilha que actuam na área da gestão de calamidades, em termos de risco de desastres, com o intuito de ver o estado actual da Protecção Civil, identificar lacunas e potenciais para o desenvolvimento do sistema no futuro e para informar o Banco Mundial, mas também o Governo, sobre os investimentos e melhorias que precisam ser feitas nesta área.

Após o encontro, a consultora salientou que conseguiram identificar algumas lacunas, ver o que já existe na ilha em termos de equipamentos, recursos humanos, dos diferentes papéis dos actores presentes, mas também conseguiram ver que ainda “falta” um pouco mais de financiamento, investimento em relação ao que já existe.

Mas também considerou que com o que já existe, se houvesse uma maior colaboração dos actores, o resultado poderia ser melhor.

Ou seja, de acordo com a mesma, com o que já existe, “deveriam analisar o que deve ser feito para chegar às comunidades de uma maneira mais eficaz, organizarem entre si, para prestar um melhor serviço à ilha em matéria de calamidades”.

Anna Lena Hunh pede aos actores que continuem a trabalhar juntos, mesmo sabendo que, às vezes, “é mais fácil pensar somente na sua organização ou instituição, o que é normal, por ser o dia-a-dia das pessoas, mas que é necessário lembrar dos outros, evitando assim a duplicação de esforços”.

A especialista considera que é necessário que ambos os actores trabalhem com um objectivo só, mas que para isso será fundamental se reunirem sempre, participar e realizar formações e simulações nas comunidades, em diferentes meios, com actores diferentes, como forma de sensibilizar a população local a colaborarem com os actores.

Em relação à falta de equipamentos, ela indicou que será necessário investimento por parte do Governo, cooperações internacionais, pois, ajuntou, constataram que os bombeiros estão a operar com uma “base mínima” e precisam de equipamentos para se sentirem seguros face a incêndios ou outras situações de emergências.

Embora tenha reconhecido que os bombeiros estão capacitados, sublinhou a necessidade de se “sentirem seguros e com equipamentos adequados para enfrentarem certas situações”.

“Há recursos humanos, capacitados, que salvam vidas, mas é necessário que haja equipamentos certos, dos quais não estão munidos”, finalizou a consultora.

MC/JMV
Inforpress/fim