Brava: Autarquia reúne-se com operadores económicos para ouvir “reclamações” da classe após fiscalização feita pela ARFA

  • 30/10/2018 06:41

A Câmara Municipal da Brava reuniu-se hoje com os operadores económicos da ilha, para tomar conhecimento detalhado das reclamações da classe, sobretudo após a fiscalização realizada pela ARFA, em finais de Setembro.

Um grupo de comerciantes da ilha Brava reuniu-se com o edil Francisco Tavares, a fim de expor as suas preocupações e algumas situações que lhes têm apoquentado nos últimos tempos.

Das reclamações feitas nesta “conversa aberta”, muitos dos operadores dizem-se “injustiçados e injuriados” pelas entidades reguladoras e mesmo pelos fiscais da câmara municipal.

O grupo que participou neste encontro não escondeu a sua “insatisfação”, perante os serviços prestados por alguns serviços descentralizados, ante as “exigências” que têm e devem cumprir.

Estes comerciantes questionam as razões pelas quais pagam um preço que consideram “altíssimo”, praticado pela companhia marítima responsável pelo transporte das mercadorias entre as ilhas, sentindo-se por isso, muitas vezes, prejudicados, principalmente, “quando há cargas a mais, é a ilha que paga”, ficando sem abastecimento dos produtos.

Além da questão dos transportes, os comerciantes reclamam a forma como os técnicos da ARFA e os outros fiscais da ilha os abordam, de forma “grosseira e arrogante e nem sequer demonstram um pouco de compreensão”.

As reclamações não param por aí e apontam o dedo crítico também à Polícia Nacional, à Delegacia de Saúde da ilha e pedem ao autarca local que intervenha no sentido de se “encontrar um consenso” e que haja “transparência no horário de funcionamento” daquelas instituições.

Os presentes questionaram mesmo “o que é que fizeram para que todo o mundo lhes caia em cima”, referindo-se à própria “câmara, à Delegacia de Saúde, ARFA, ao IGAE, à Polícia, Finanças, “todos, de uma só vez”.

No que tange ao Ministério das Finanças, este grupo ressaltou que o mesmo só se “preocupa com o lucro, não leva em conta os constrangimentos”.

Após escutar as preocupações do grupo, o edil, Francisco Tavares, disse estar ciente de que alguma coisa está “errada” e que deve ser tomada alguma medida.

Daí, explicou aos presentes que a câmara só faz uma vistoria por ano e que as outras realizadas fazem simplesmente parte da agenda das outras instituições.

Sobre as alertas que dizem respeito directamente à forma de abordagem e de actuação, o autarca garantiu que vai “reforçar” o diálogo para um melhor funcionamento e nalguns casos “tomar medidas” para resolver e “melhorar” a visão que os comerciantes têm do serviço de fiscalização.

Em relação às questões que dizem respeito a outras instituições da ilha, Francisco Tavares adiantou que vai entrar em contacto com as mesmas.

Os operadores económicos pediram ao autarca local que encontros do tipo sejam realizados com mais frequência.

inforpress