Brava/Autárquicas/Balanço: MpD identifica “ganhos”, enquanto PAICV fala em “regressão” no desenvolvimento da ilha

  • 26/09/2018 15:29

O MpD considera “positivo” as intervenções feitas pela equipa camarária da “Ilha das Flores”, identificando alguns “ganhos”, enquanto que o PAICV afirma ter tido uma “regressão clara” no desenvolvimento da ilha.

Num balanço feito à Inforpress dos dois primeiros anos de mandato, o líder da bancada municipal do MpD (situação), João Paulo, deu nota “positiva” à liderança de Francisco Tavares.

Segundo a mesma fonte, não somente a câmara, mas também a ilha teve “ganhos visíveis” durante estes dois anos.

Conforme João Paulo, “ainda há muito por fazer, tendo em conta as particularidades e carências da ilha, mas também é de reconhecer os esforços feitos e ganhos para a população em geral”.

O mesmo destacou as intervenções realizadas a nível da infraestruturação de vários pontos da ilha, “visíveis” tanto para os bravenses residentes, como para as pessoas que visitam a ilha.

As intervenções sociais, reabilitação de habitações, construção e reabilitação de estradas, reabilitação do matadouro, vias de acesso em várias localidades, mereceram um certo destaque pelo líder desta bancada, avançando também que a câmara, em si teve “ganhos” em termos de melhorias da sua gestão.

“Ganhos” e “conquistas” na área da cultura e da saúde através da câmara municipal foram apontados por este responsável, quando fala da parceria com o Festival Sete Sóis Sete Luas, em que o grupo Brava Sete Luas Band fez várias actuações internacionais, a participação de várias vozes da ilha com grandes artistas de renome internacional junto desta associação, actuação de vários artistas da ilha em diversas outras ilhas do país, entre outros.

A nível da saúde, falou da parceria com a St. Paul Medical Services, médicos Egípcios, que vêm a ilha de dois em dois meses e trazem especialistas em diversas áreas, efectuando consultas e distribuição dos medicamentos para tratamento gratuito, que “acarretam ganhos e melhorias na saúde das pessoas”.

Por sua vez, o líder da bancada municipal do PAICV (oposição), Jorge Reverdes, afirmou que a ilha, nestes dois anos de mandato tem tido uma “regressão” em termos de desenvolvimento, começando por apontar a “desorganização” camarária como o principal motivo para tal.

Segundo Reverdes, os vereadores não “dispõem” de um plano de actividades e nem pastas de registos das mesmas, pois, eles simplesmente “seguem as directrizes” do presidente.

Este líder acusou o partido de “satisfazer” somente os seus militantes, “esquecendo-se” da outra parte.

O mesmo questionou ainda quando é que vão iniciar o cumprimento das promessas feitas à população na altura da campanha eleitoral, como “mais oportunidade, mais emprego, campo relvado em algumas localidades”, entre outras promessas, que estão sendo realizadas, somente nas zonas onde “beneficiam” os militantes do partido.

O líder da bancada municipal da oposição acusou ainda a equipa camarária de “abandonar” a juventude “à mercê da sorte” e de ter esquecido da área do desporto e das acções sociais.

De acordo com a fonte, as intervenções feitas até agora “só beneficiam” os seus, e, acusou, “há uma tentativa clara de retardar a materialização de algumas obras financiadas, para serem realizadas nas vésperas das eleições”.

Jorge Reverdes vai mais além, acusando a câmara e a Assembleia Municipal de terem organizado entre si um “conluio”, onde os deputados da oposição “não são respeitados”, não apresentando contas sobre “gastos, bens, situações laborais dos funcionários”, feitas pela oposição.

Para finalizar, o líder da bancada do PAICV, pede que haja “mudança de rumo por parte da autarquia, de forma a trazer “mais benefício e mais desenvolvimento à ilha”, mas que possa “beneficiar” a todos.

A equipa apoiada pelo Movimento para a Democracia (MpD) foi empossada no dia 27 de Setembro de 2016, para quatro anos de mandato à frente da Câmara Municipal da Brava.