Brava: CNAD quer que a Renda Brava seja um “marco representativo” da ilha e do país

  • 28/05/2019 05:05

Uma equipa do Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD) encontra-se na ilha Brava com vista a dar continuidade ao projecto Renda Brava e demonstrar aquilo que o Centro tem feito no artesanato a nível nacional.

O director do CNAD, Irlando Ferreira, explicou à Inforpress, que além de dar a conhecer os trabalhos desenvolvidos pelo centro a nível nacional, teve também a oportunidade de assinar um protocolo com a câmara municipal, no sentido de criar condições para levar o projecto Renda Brava a um outro nível.

De acordo com este responsável, o projecto iniciou com uma fase experimental na 3ª edição da Feira Nacional de Artesanato e Design de Cabo Verde (URDI) em 2018, considerando a exposição das rendeiras do projecto como sendo um “sucesso”, o que fez o CNAD acreditar que a Renda Brava possui um caminho grande para andar.

Entretanto, o objectivo neste momento, é lançar este projecto para um outro patamar. Onde a ideia é “debruçar” sobre o contexto da ilha, sobre a sua matriz, do ponto de vista identitário, cultural e não só, para depois traduzi-lo a nível do design conceptualizar rendas ou produtos que podem traduzir a dimensão poética, visual e não só da ilha.

O foco, conforme adiantou, é pegar em algo que já possui uma força enquanto saber fazer e levá-lo para um outro nível, com o objectivo de criar melhores condições de vida às rendeiras, ter um artesanato característico e representativo das várias dimensões da ilha e ser uma marca a nível nacional e internacional.

Para dar continuidade ao projecto, está no terreno uma equipa de ‘designers’ fazendo recolhas, para depois levarem ao ateliê, procederem com os devidos estudos e conceptualizar os desenhos, para de seguida ser devolvido as rendeiras no sentido destas materializar o projecto, e assim ser colocado no mercado enquanto produto característico da ilha Brava.

Questionado sobre o teor e a sua visão do projecto, o director do CNAD salientou que a expectativa é que este seja um marco “representativo” da ilha e do território, enquanto elemento que transporta aquilo que é a identidade da Brava.