Brava/Cultura: Criação da comissão cultural, semana da cultura e participação na URDI marcaram o cenário em 2018

  • 31/12/2018 12:28

A criação de uma Comissão Cultural e uma semana de actividades para comemorar o Dia da Cultura Cabo-verdiana foram osfactos que marcaram o cenário cultural local em 2018, acoplado à participação na URDI, entre outros eventos culturais.

Um grupo de jovens associados ao pelouro da cultura, criaram este ano uma Comissão Cultural, com o intuito de ultrapassar “algumas demandas” encontradas na promoção e realização de actividades culturais, sob o lema  “Abraçar o que é nosso”.

O grupo é constituído por quadros das câmara municipal e pessoas individuais, que durante uma semana, foram realizadas feiras gastronómicas, tocatinas, sandjon fora de época, jogos tradicionais, teatro, adivinhas, anedotas, serenata pelas ruas de Nova Sintra, feira de artesanato e exposições fotográficas e de peças antigas, e, para finalizar a semana, foi exibido um documentário sobre Vida e Obra de Eugénio Tavares, seguido do Festimorna.

Além da criação da comissão, em termos culturais, a ilha deu passos importantes, reunindo condições e meios para participarem com o projecto “Renda Brava” na Feira de Artesanato e Design de Cabo Verde (URDI), onde, foi necessário a criação de uma residência artística para a materialização do projecto.

Conforme a vereadora da área da cultura, Edna Andrade, espera-se que com a criação da comissão “os resultados sejam mais visíveis de forma a resgatar um pouco daquilo que é nosso, com o objectivo de trabalhar com a cultura genuína”.

Ainda durante este ano foi inaugurado o Centrum Sete Sóis Sete Luas na ilha Brava, que além de promover a parte artística e musical, está-se a trabalhar para uma nova fase do projecto, de forma a abranger a parte gastronómica, com o intuito de promover e desenvolver o turismo na ilha.

O Centrum na ilha inclui também um centro cultural, onde tem sido realizado “vários ateliês” de artes, fotografias, envolvendo as escolas, onde os alunos recebem formações, seja na área da pintura, da fotografia ou noutras áreas disponíveis e de interesse dos mesmos.

No quadro do Festival Sete Sóis Sete Luas, o grupo Brava 7 Luas Band participaram em formações com mestres internacionais e que segundo o director do FSSL na altura, fizeram um “tremendo sucesso” em alguns palcos internacionais.

Os destaques culturais da ilha não ficaram por aqui, e não sendo menos importantes, mas já de praxis, as actividades realizadas durante as festas juninas e de romarias, com realce para a maior da ilha, Nhô São João Baptista, comemorado a 24 de Junho deram o seu contributo nesta área, com uma dinamização da população e dos jovens bravenses.

As festas de romarias na ilha iniciam-se no mês de Maio e decorrem até o mês de Agosto, com diversas actividades culturais, além da tradição religiosa.

No quesito da literatura, foram feitas apresentações de algumas obras na ilha, como é o caso da obra, “Bokafumo – Uma História de Superação às Drogas”, onde além da apresentação, o autor fez uma sensibilização principalmente na camada jovem, de forma a alertá-los para os perigos desta escolha.

A ilha também foi palco da apresentação da obra “Magistratura de Influência” Vol. VI, de Jorge Carlos Fonseca, que segundo o mesmo, é nada mais, nada menos do que uma partilha com os cabo-verdianos, algumas das suas intervenções públicas, sob a forma de discursos, mensagens à Nação, acções praticadas no âmbito das funções do equilíbrio e moderação institucional que cabem ao Presidente da República no sistema constitucional de Cabo Verde.

A apresentação da obra, com mais de 300 páginas, dividida em dez partes distintas, onde os apresentadores destacaram, nomeadamente algumas temáticas, como o sistema político, administração do território, desenvolvimento, emprego, direitos sociais, cidadania, questão da justiça e a cultura.

MC/AA

Inforpress/Fim