Brava: Edil alerta para possível défice de mão-de-obra qualificada com arranque de todas as obras previstas no programa PRRA

  • 22/03/2019 03:51

O autarca Francisco Tavares alertou hoje que, caso todas as obras que estão programadas para a ilha Brava no âmbito do programa PRRA, ainda no decorrer do ano 2019, iniciarem, “haverá défice de mão-de-obra qualificada”.

Estas considerações foram feitas à Inforpress, após a visita do presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Hamilton Fernandes, no âmbito do III e IV Eixo do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidade – PRRA, e do técnico do MIOTH.

Francisco Tavares considerou esta visita uma “luz verde”, em relação aos projectos do programa PRAA, em que o presidente do IPC e o técnico do Ministério das Infraestruturas, do Ordenamento do Território e Habitação (MIOTH), conjuntamente com a câmara municipal, acabaram por “afinar” os últimos passos para a composição dos dossiês e, de seguida, prosseguirem com o lançamento dos concursos.

No âmbito do Eixo IV, que actua na reabilitação dos edifícios históricos, culturais e religiosos e é coordenado pelo IPC, a Brava receberá um montante que ronda os 11 mil contos, para reabilitação da casa de Eugénio Tavares em Nova Sintra e a de Aguada.

Ainda, serão realizadas obras no centro histórico de Nova Sintra, onde o edil realçou obras de re-calcetamento da Rua da Cultura, da Rua Almirante Reis, rua direita, Rua Pade Pio Gottin, intervenções no adro da igreja católica, intervenções nos passeios da Avenida Amílcar Cabral onde prevê-se a retirada dos pavés e a colocação de calçada artística, uma vez que o centro histórico de Nova Sintra foi elevado à categoria de património nacional, que rondarão os 60 mil contos.

Já, no Eixo III do PRRA, que está sendo coordenado pelo MIOTH, foram concertadas as decisões sobre as intervenções a serem feitas fora de Nova Sintra, em relação aos arruamentos na localidade de Lém, Cova Rodela, Cachaço, Pedra Molar, Campo Baixo, Mato e Esparadinha, onde, segundo o edil, o técnico levou as informações necessárias, ficando um ou outro para a câmara terminar o desenho técnico, as medidas e orçamentação necessária para comporem o dossiê de lançamento do concurso e de acordo com o mesmo, as obras estão orçadas em mais de trinta mil contos.

Com todas estas obras, serão criados muitos postos de empregos, o que levou Francisco Tavares a considerar que, “assim que forem iniciadas haverá défice de mão-de-obra qualificada, na Brava, caso não houver um engajamento muito grande dos jovens, principalmente na parte de produção de calçada e se predisporem a trabalhar com os empreiteiros que vierem a ganhar os concursos”.