Brava: Equipa multidisciplinar vai trabalhar nos anexos dos PEI´s para organizar um registo dos dados

  • 17/05/2019 04:42

O coordenador da Equipa Multidisciplinar de Apoio a Educação Inclusiva (EMAEI) adiantou que vão iniciar o processo de registo das crianças com necessidades educativas especiais, para uma melhor organização.

Alfredo Gomes, que falava à Inforpress, em modo de balanço da visita da equipa da Unidade da Educação Especial considerou que a visita foi uma “mais-valia” para a sua equipa e mais uma motivação.

Conforme o mesmo, através da visita, a sua equipa teve conhecimento que a ilha está muito avançada em relação a outros concelhos, na questão de sinalização e dos processos das crianças com necessidades educativas especiais.

“Normalmente, quando estamos a fazer um trabalho, muitas vezes ficamos com a sensação de que as coisas não estão andando. Mas quando há uma visão de fora, acabamos por constatar que realmente as coisas não são bem assim, que estamos cumprindo a nossa missão”, considerou Alfredo Gomes.

Sendo assim, perante a avaliação, o coordenador da equipa salientou que os próximos passos da sua equipa são trabalhar nos anexos dos PEI´s, que ainda não estão bem organizados para fazer um registo, que mesmo quando o professor não estiver e vier outro, este dá continuidade ao processo.

Em termos de sinalização das crianças, Alfredo Gomes referiu que neste ano trabalharam mais no processo de reavaliação, mas já têm conhecimentos de alguns novos casos de sinalização, embora ainda não tenham acesso aos processos, e é neste sentido que estão sensibilizando os professores para assinalarem as crianças que apresentam necessidades especiais.

Maria de Jesus Ribeiro, membro da equipa da Unidade da Educação Especial que se encontra na Brava, salientou que nesta sexta-feira a equipa regressa à ilha de Santiago “satisfeita”, perante os avanços que constataram no terreno.

Segundo a mesma fonte, na ilha a equipa multidisciplinar já se encontra na terceira fase, mesmo que alguns professores ainda estejam demonstrando uma certa resistência em assinalar as crianças, mas muitos já estão a colaborar com a equipa, inclusive, algumas destas crianças já possuem os seus Planos Educativos Individuais, e algumas os currículos específicos individuais.

A nível da falta de alguns profissionais na área de saúde, como fisioterapeutas, fonoaudiologos, entre outros, Maria de Jesus Ribeiro parte da opinião que, neste quesito, deveria haver uma articulação entre as instituições do Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Ministério da Família e Inclusão Social, com a vista a “minimizar” esta situação, porque durante estes dois dias de visitas às escolas, depararam com casos de crianças que precisam de fazer fisioterapia e muitas vezes são evacuadas para Fogo ou Cidade da Praia, acabando por passar um ou dois meses longe da ilha e perdem muitas aulas.

A equipa que se encontrava na ilha desde terça-feira, teve a oportunidade de realizar encontros com responsáveis da educação na ilha, coordenadores das escolas, visitas às escolas, crianças e encarregados da educação das crianças com necessidades educativas especiais e com os professores, no sentido de sensibilizá-los sobre a importância do processo da sinalização destas crianças.