Brava: Escola Manuel Rodrigues Gomes com novo rosto graças a solidariedade e o “djunta-mon”

  • 25/01/2019 04:48

A Escola do ensino básico Manuel Rodrigues Gomes, do complexo educativa de Nova Sintra recebeu durante o final de semana uma restauração a nível de pintura, saneamento e outras áreas, graças a solidariedade e o “djunta-mon” (união).

Segundo a coordenadora da escola, Vanuza Monteiro, este trabalho foi graças a iniciativa da sua equipa que viu a necessidade da escola e pediu apoio a Associação Regional de Futebol, que permitiu que a escola beneficiasse das receitas dos jogos da semana passada, referentes a 3ª jornada da Taça Brava.

Conforme contou a Inforpress, a escola tem várias necessidades, mas já com uma pintura, dá aos alunos mais vontade de estudarem e de frequentarem o espaço.

Além da pintura, referiu a questão da alimentação, que muitas vezes, somente o dinheiro que os pais pagam para cada aluno, cerca de 500 escudos anualmente, não dá para confeccionarem uma alimentação equilibrada.

Com as receitas dos jogos, conseguiram arrecadar 38.800 escudos e com este valor, compraram tintas e os materiais necessários para a pintura, e no final, se ficar alguma verba, “será incluído” na cantina da escola.

“No ano passado pedimos e a associação acolheu o nosso pedido na hora e este ano não foi diferente, dando-nos dois dias para arrecadarmos fundos”, explicou a coordenadora.

Conseguindo as tintas, a equipa da Vanusa Monteiro, constituída somente por oito mulheres, entre professoras, responsável de cantina e cozinheiras, pediu apoios aos encarregados de educação para “materializar o sonho de ver a escola melhor”.

Entretanto, Vanusa Monteiro ficou um pouco “decepcionada e triste”, pela falta de boa vontade apresentada pelos pais, que num universo de cerca de 200 alunos, somente apareceram cinco homens e algumas mulheres, a quem ela deixou um enorme agradecimento.

De acordo com a fonte, “se metade dos pais unissem a esta causa, o trabalho ficaria completo e teria muito mais emoção”.

Mas mesmo com a fraca adesão, a equipa feminina não desistiu, colocando “mão na massa” e, juntamente com aqueles que apareceram, pintaram grande parte da escola, fizeram uma campanha de limpeza, colocaram fechaduras nas portas de saída que há muito era motivo de problemas na escola.

“O nosso portão estava sem fechaduras, no final de semana ficava aberto, mesmo durante as aulas, alunos de outras escolas vinham aqui perturbar os professores, mas hoje, graças ao apoio e a boa vontade dos pais que apareceram”, reconheceu a coordenadora.

Neste sentido, Vanusa Monteiro apela a todos os pais e encarregados de educação a “serem mais presentes, mais acompanhadores dos filhos na escola, para não aparecerem somente na altura de reclamar, pois, disso nada adianta”, ou seja, para ela, se não acompanharem o filho durante o ano, não é quando algo de errado acontecer que vão conseguir mudar o cenário.

Além deste entrave, a responsável considerou que tudo decorreu na normalidade, ultrapassando diversas outras barreiras, que enfrentaram neste dia de pintura, levando-a a considerar que a sua equipa é somente de mulheres, mas, “mulheres fortes, guerreiras e com vontade de fazer as coisas acontecer e darem certo”.