Brava/Festa Nha Santana: Jovem pede apoio a outros jovens para que a tradição da bandeira seja mantida viva

  • 27/07/2019 18:07

Geovani Gonçalves é um jovem de 16 anos, da localidade de Mato, Brava, e já está “preocupado” com os rumos que a tradição das festas da bandeira não só da zona, mas na ilha toda, estão a tomar.

Conforme contou à Inforpress, “hoje em dia, é pouca a camada jovem que participa nestas festas, que sentem o brio de tocar, cantar, colar e apoiar na organização dos preparativos e dos rituais”.

Segundo Geovani, desde pequeno, vem participando nestas actividades juntamente com os pais, e com o passar dos anos, tem visto claro a diferença de participação e a perda do interesse por parte dos jovens.

“Só para analisarmos, temos aqui senhoras de mais de sessenta anos cantando e colando, que vêm de diversas outras zonas, mas quem as acompanha são crianças e não os jovens”, reparou o jovem.

Não obstante esta preocupação, salientou que ele decidiu desde muito cedo, seguir os caminhos dos pais e com esta idade, já pertence a uma associação cultural, onde apoia em tudo que visa manter viva a tradição.

Por ocasião da bandeira, contou que apoia nos preparativos para a parte profana e cultural, preparativos para os comes e bebes, matança de animais, preparativos para a parte religiosa e tudo que tiver ao seu alcance.

Pois, na sua óptica e como dizem, são os jovens que são o futuro de amanhã e por isso, “devem se interessar mais para a cultura e a tradição” das ilhas.

Acrescentou que se sente “orgulhoso” de si mesmo porque quer ajudar, e sente que está a ajudar, e o objectivo, revelou, é no dia em que tiver os seus filhos e a sua família, estes possam, também, seguir a tradição.

Aos jovens que não estão interessados na parte cultural, Geovani Gonçalves pede-lhes que se interessem um pouco mais porque, principalmente na ilha, os traços culturais estão se perdendo aos poucos, pois, os mais idosos estão aposentando, e os jovens é que têm de dar continuidade a essas tradições.

Assim, pede-lhes para entrarem nos grupos culturais que existem na zona ou noutras localidades, como uma forma útil de ocupar os seus tempos livres e que não se sintam envergonhados em seguir a tradição.

MC/ZS

Inforpress/Fim