Brava: Formandos em matéria da paridade e do género comprometem-se em apoiar esta luta

  • 02/10/2019 15:14

Os líderes comunitários capacitados em paridade do género, na formação que finalizou terça-feira, promovida pela Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), comprometeram-se em dar o seu contributo nesta matéria nas comunidades inseridas.

Esta acção de capacitação, que teve a duração de dois dias, segunda e terça-feira, mereceu nota “positiva” não só da formadora, mas também por parte dos formandos.

Carlos Aires, um dos participantes, disse que aprenderam coisas novas, mesmo que são conceitos que têm o costume de ouvir no dia-a-dia, mas que ainda não tinham tido a oportunidade de aprofundar e entender o verdadeiro sentido dos mesmos e do impacto que causam na sociedade.

Com a formação, reforçou que o conhecimento empírico que possuíam, transformou-se num conhecimento “mais aprofundado e com fundamento”.

Como um cidadão e tendo em conta o conteúdo dos debates durante a acção de capacitação, Carlos Alberto defende que a lei da paridade é “algo que é necessário há já algum tempo”.

Adiantou que vai começar a fazer a sua parte, partilhando os conhecimentos adquiridos na formação com os demais das associações que faz parte e a comunidade bravense.

Uma outra formanda, Verónica Gomes, adiantou que é a primeira formação do tipo que participou e esta experiência foi “óptima”.

Disse ter adquirido muitas informações, com um certo fundamento o que leva-a a sentir-se mais preparada para fazer a sensibilização e transmitir algumas informações sobre a matéria a outras mulheres e a comunidade em que está inserida.

Por parte da formadora Carla Santos, o balanço é “positivo”, considerando a acção de capacitação como sendo “muito produtivo, com muita participação e partilha”.

Segundo a mesma, além de trazer novas informações e o programa de capacitação, conseguiu analisar em que patamar os líderes se encontram na matéria da paridade e do género.

Além de ensinar, acrescentou que recolheu subsídios que vão ser “importantes” no processo, explicando que agora, a OMCV já sabe as necessidades da ilha, o que pode fazer para apoiar os líderes comunitários ou as comunidades bravenses na luta para atingir a paridade do género.

A mesma comentou que durante estes dois dias, o que lhe cativou foi o “interesse demonstrado” por parte dos homens, pois, afirmou, que mesmo o homem já reconheceu o equilíbrio e que as mulheres devem ser dadas as mesmas oportunidades.

Com as contribuições, enfatizou que vão trabalhar juntamente com o Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) e outros parceiros, para trazerem outras formas de dinamismo, seja formações em outras áreas, capacitação para outros jovens não sendo somente líderes, podendo ser para a educação a nível de professores e de outras instituições, como forma de dar continuidade.

MC/CP

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