Brava: Kryolarte – Uma sociedade além fronteiras que já está deixando marca no país e no exterior

  • 23/07/2019 03:08

A marca Kryolarte, é uma sociedade entre duas irmãs bravenses, uma residente na Praia e outra em Portugal, mas, a distância não está impedindo esta marca de circular e cativar a todos que já encomendaram os seus produtos.

À Inforpress contactou as empresárias da marca, a Patrícia Martins, 30 anos, residente na Cidade da Praia, com uma formação profissional em secretariado e relações públicas e dois anos de licenciatura em contabilidade e a irmã Cândida Martins, 32 anos, residente em Lisboa, formada em Gestão de Empresas, para falarem desta paixão que não tem nada a ver com as áreas de formação.

De acordo com as mesmas, sempre conviveram com a costura e a arte em casa, porque a mãe e outros familiares trabalham nesta área e sempre, o sonho delas era “criar algo diferente”.

Patrícia Martins, antes trabalhava numa empresa de estampagem e impressões, onde aprendeu a trabalhar imagens e a estampar nas camisolas e ambas não participaram em nenhuma formação que lhes permitissem ter experiências ou certificados na área de artes, simplesmente, conforme afirmaram, algumas aulas online de costura criativa.

No passado mês de Fevereiro, estando a Cândida em Cabo Verde de férias, as duas resolveram fazer um primeiro t-shirt e a fazerem algumas coisas de acordo com as suas criatividades, algo que “pudesse lembrar as raízes e os seus antepassados, sem esquecer a actualidade”.

Daí, criaram a página Kryolarte, e começaram a divulgar fotos, dos produtos que faziam, ainda que em fase experimental, como roupas, calçados, brincos, sacos, almofadas, canecas, acessórios para cabelo, capas de livros, porta moedas, entre outros, produzidos com materiais recicláveis, tornando assim um negócio sustentável e amigo do ambiente.

Após as férias, a Patrícia Martins começou a trabalhar as imagens, a mãe das duas, corta e costura algumas das roupas que depois enviam para Portugal e a Cândida Martins é responsável pela impressão, faz o acabamento com panos africanos, brincos com materiais recicláveis e faz recortes de panos para aplicar nas t-shit.

A nível das sandálias, segundo as mesmas, ainda estão a ser produzidas por um terceiro, que as vende as empresárias num preço acessível, sendo necessário entregarem os panos e os modelos que desejam, mas no futuro, a ideia é fazerem elas mesmas os sapatos solicitados pelos clientes.

Em Lisboa, já têm uma loja onde vendem os seus produtos e para as ilhas de Cabo Verde e para os Estados Unidos, a venda é feita sob encomenda online.

Questionadas sobre as dificuldades, ambas salientaram que é a dificuldade em importar e exportar as matérias-primas e os produtos acabados.

Perante este entrave, segundo as mesmas, muitas vezes os clientes desistem ou preferem esperar o tempo que for necessário, ou mesmo mudam de panos, porque, realçaram, “não é fácil encontrar pessoas para levar ou trazer as encomendas, mesmo que são pagas, em cima da hora acabam por desistir”.

Estas dizem ser motivadas pelos desafios que enfrentam no dia-a-dia e pelas mensagens de incentivos que recebem dos clientes ao receberem um produto encomendado.

O próximo passo será a divulgação da marca e os trabalhos e dar a conhecer mais África e Cabo Verde, e criar uma vasta gama de produtos diferentes e procurar uma.

E para os jovens pedem para “acreditar, acreditar e acreditar nas suas capacidades e nunca desistir e manter sempre o foco, pois cada um tem algo que pode fazer e o importante, é fazer das dificuldades oportunidades”, finalizaram as jovens artistas e empresárias.