Brava: Mãe pede ajuda para o tratamento do filho de dois anos que sofreu queimadura

  • 24/11/2018 08:37

Andreia Dias é mãe de três filhos, mas por infortúnio do destino o mais pequeno sofreu uma queimadura grave e necessita de um tratamento urgente e, na ausência de meios suficientes para tal, apela ao apoio de todos.

Tudo aconteceu a 14 de Agosto quando Andreia Dias colocou uma água a ferver e, por “um segundo de descuido”, Djamilson, o filho de dois anos que, acreditava, estava a brincar, alcançou a panela de água quente, que entornou sobre ele.

Andreia Dias conta que sentiu o barulho da panela caindo, mas pensando que o filho estava longe de perigo não ligou e só após um longo tempo de silêncio da criança, ela foi até a cozinha e encontrou-o todo queimado caído no chão.

Segundo a mãe, ela levou a criança para a Delegacia de Saúde da ilha, onde teve o acompanhamento e logo no outro dia foi evacuado para o Hospital Regional Fogo – Brava, e logo de seguida foi transferido para o Hospital Agostinho Neto, onde ficou internado durante três meses.

Após regressar à ilha Brava, além das cicatrizes na pele, conforme Andreia, Djamilson passou a sentir várias dores e começou a sangrar muito pelo nariz, facto que não tinha acontecido enquanto esteve internado.

Assim, a mãe procurou de novo o serviço da Delegacia de Saúde e, de acordo com a mesma, o médico informou-a que a criança tem de passar por uma cirurgia.

A partir daí, “uma nova luta começou”. Pois, afirmou, a mesma não tem condições nem de comprar os remédios receitados à criança na ilha, estando a depender de apoios de terceiros, quanto mais uma deslocação para outra ilha ou fora do país para uma cirurgia.

Já começaram a tratar dos documentos da sua transferência e como uma “luz no fundo do túnel”, Andreia disse que já conseguiu por intermédio da Delegacia, uma consulta com um cirurgião na ilha de São Vicente, que “pretende” avaliar o caso, pois a criança tem muita pele acumulada em algumas partes devido à queimadura, e depois decidir se é possível marcar a cirurgia aqui no país, ou se é necessário a deslocação para Portugal.

De acordo com a mãe, a consulta está marcada para Janeiro de 2019 e já existe uma campanha nas redes sociais, como forma de apoiar no tratamento e na deslocação.

Para esta mãe, o seu sonho é ver a criança “brincando, correndo, sorrindo” como todas as outras, pois, após o sucedido, seja de noite ou de dia, a criança passa a maioria do seu tempo a chorar devido as dores.

Vendo o sofrimento do filho e o seu desespero, Andreia pede a todos os pais e encarregados de educação que “estejam e sejam mais atentos” às crianças, porque, um “simples descuido, pode custar a vida de um ser indefeso e inocente”, apelou.

 

Fonte: Inforpress