Brava: Manifestação é para chamar atenção do Governo perante “certos acontecimentos” – promotores

  • 08/03/2019 12:09

A manifestação prevista para sábado na Brava, na sequência da morte de uma jovem parturiente em evacuação para a ilha do Fogo, não é contra nenhuma entidade local, mas sim para chamar atenção do Governo perante “certos acontecimentos”.

A afirmação é de António de Pina, um dos promotores da iniciativa, indicando que a motivação é, justamente, para “colocar um basta nesta situação”, que está a acontecer há anos recorrentes na Brava.

O caso da Mónica, “infelizmente, foi mais um dos casos idênticos que já tinham acontecido no passado e não estão sendo tomadas as devidas providências”, acrescentou.

Para o activista, mesmo com tantos casos, “as entidades governamentais não têm estado a analisar a situação da ilha, principalmente na questão da saúde e num meio de transporte eficaz”.

“Já tivemos “ns” casos no passado, já aconteceu recentemente e queremos prevenir, porque amanhã não sabemos quem será. Os jovens da Brava não podem continuar a perder a vida devido a coisas que têm solução”, justificou.

António de Pina acredita que será uma manifestação “muito participativa”, pois, segundo disse, mesmo nas localidades distantes, o grupo está mobilizando recursos para o transporte das pessoas que querem participar, e tem havido colaborações no terreno em cada zona, para incentivar estas pessoas a lutarem pelos seus direitos.

Informou também, que existem emigrantes que já se disponibilizaram colaborar, tendo recebido apoios de pessoas além-fronteiras, porque, conforme salientou, o problema da Brava não é somente dos residentes, “porque Brava também é EUA, é Portugal, é Fogo, Praia, tudo espalhado, devido a emigração, mas o amor e os laços ficaram aqui”.

A fonte deixou claro que não estão a fazer manifestação contra nenhuma entidade local, e nem culpando a Delegacia de Saúde pela morte das pessoas, mas sim, estão a fazer algo para melhorar condições, de forma a evitar que situações e perdas do tipo possam repetir.

“Queremos meios para a Delegacia de Saúde, para que qualquer médico que esteja aqui, possa dar respostas na hora”, disse, apelando a uma manifestação “pacífica, sem ofensas e sem agressões”.