Brava: O que nos espera nas próximas eleições municipais

  • 24/11/2019 09:43

Ressalva-se que se trata de uma opinião pessoal, fruto de levantamento de dados no terreno e audição de pessoas em toda as localidades


Faltando pouco menos de um ano para as eleições municipais a dúvida instalada é a de que se teremos um pleito de substituição ou de confirmação? Ou seja, as urnas irão manter ou não o cenário político vigente a nível nacional, o contraditório conservadorismo (costumes) liberal (economia)?

A partida precisamos compreender que na política eleitoral se mostra necessário um tempo dedicado a maturação, análise dos resultados anteriores e traçar um caminho. Na Brava temos um Presidente que não saiu do voto directo, pois pegou o mandato do anterior Presidente Orlando Balla, que irá confrontar um candidato do PAICV, ainda inexistente.

Um Presidente muito criticado pela ausência das localidades, ausência de ideias, gestor corrente e muito dependente do poder central, no que concerne a estabelecimentos de prioridades para a ilha e definição de políticas claras no combate a pobreza, desemprego, etc….

Um Presidente que nao distância ou diferencia do poder governamental, mesmo no caso em que está em causa a defesa dos interesses dos bravenses, muito prejudicado pelo actual Governo.

Numa sociedade altamente politizada como se trata da bravense, onde impera “nós” e “eles”, fica muito difícil saber exactamente do que se vai passar em matéria de resultados eleitorais, pois o eleitor trata os partidos políticos como se fossem equipas de futebol.

A utilização das redes sociais como campo de batalha de uma eleição paralela, virtual, com predominância de notícias pouco veridicas, servindo de “formadora de opinião” para os incautos, será outra situação que deverá ser levada em conta. Ao que tudo indica mais agressiva e intolerante do que a anterior. O mesmo pode ser dito da demonização da mídia tradicional que, vitimada pela campanha de descrédito estimulada pelo próprio Governo e pelo Poder local e seus fanáticos seguidores, com exceção dos veículos aliados, deverá ter papel secundário na decisão final do eleitor.

Mas interessa saber, o que contar e com quem contar para as eleições. Um MpD na dúvida, se aposta no actual edil Francisco Tavares, que vai muito fraco nas pesquisas populares, que aumenta a cada dia a sua taxa de rejeição ou arriscar numa cara nova, com mais juventude, pujança e ideias inovadoras?

Um PAICV que navega sem Norte, como serios riscos de repiscar candidatos de ultima chamada… “se nao temos tu, vai tu mesmo”.

Francisco Tavares? David Lima Gomes? Jose Goncalves…..as solucoes do MpD…….


Francisco Tavares disse em tempos que  o MpD nada lhe disse a cerca da matéria e a “minha posição neste momento será de manter na presidência da CMB, pelo menos, estar disponível a ser candidato ao próximo pleito autárquico”.

Já David Lima Gomes, actual deputado, disse não está na sua cogitação a médio prazo ser candidato a qualquer eleição, entende-se para presidência da Câmara Municipal ou deputado nacional.

Brava, há muitos anos, aguarda por um poder autárquico com ideias inovadoras, independente e que conta no seu processo de desenvolvimento, como seus filhos nos quatro cantos do mundo. 

Um Presidente da Câmara, lider de facto, congregador, pacificador e menos partidarizado.

Antes que me classifiquem como fatalista, alguém que descarta a possibilidade de mudanças significativas no status quo vigente, digo que o segredo das transformações políticas está em aprender com o passado e compreender o presente. O primeiro por ser imprescindível e o segundo por ser essencial.

Um passado cheia de erros e poucos acertos, para um presente que irá criar rupturas, ser diferente, criativo e sonhador. Nenhuma nação que se conhece, desenvolveu, continuando com a mesmisse, a rotina e navegação a vista.

Se eu pudesse fazer um aconselhamento nesse momento, diante de tudo o que está posto no panorama político local, eu me valeria da sapiência de grandes pensadores, para sonhar com uma candidatura única, que valerá de pessoas influentes da ilha Brava, a saber, David Lima Gomes, Francisco Tavares, Amandio Brito, Domingos Lopes, Jorge Reverdes, Fernanda Fidalgo Burgo….. E muitos quadros jovens, que prontos estarão para os desafios da ilha.

Uma candidatura que desse exemplo ao mundo e ao país, de que muitos, somos poucos para o desenvolvimento da Brava. De que o divisionismo, nunca foi a chave para o desenvolvimento.

Uma candidatura única que aproveitaria das sinergias locais, suportando nos milhares de bravenses espalhados no mundo, para resolver de vez os problemas de transporte de e para ilha, apostasse no crédito à agricultura, pesca e criação de animais, desse fim a falta de água e criasse as bases para uma educação e saúde de qualidade.

 

Estaremos ca para ver!

 

 

Moises Santiago