Brava: Polícia pede maior atenção das pessoas na época das chuvas para preservação da integridade física e da vida

  • 16/09/2019 16:02

O chefe da Esquadra Policial da Brava, Higor Almeida, apelou hoje a população a ser mais cautelosa nesta época das chuvas, como forma de preservar a integridade física e a própria vida.

Higor Almeida fez este apelo em entrevista à Inforpress, a propósito de duas ocorrências com vítimas mortais durante o final de semana.

Segundo o chefe da Esquadra, no passado sábado, receberam uma chamada logo às 07:00, anunciando que havia um corpo numa ribeira em Pedra Molar, freguesia de Nossa Senhora do Monte e que, conforme informações apuradas no local pela equipa, o indivíduo do sexo masculino, de 44 anos, tinha saído dias antes para trabalhar e não voltou.

Tendo conhecimento do caso, adiantou que seguiram os trâmites legais, tendo sido accionanda a Procuradoria da Comarca da Brava, a Delegacia de Saúde, onde, Higor Almeida informou que de acordo com o laudo médico, a causa da morte foi poli traumatismo craniano severo.

No domingo, ajuntou que também houve um caso na localidade de Baleia, embora, salientou que foi de natureza diferente, pois, neste caso, receberam uma chamada anunciando que havia um indivíduo do sexo masculino, na casa dos 45 anos, sem vida, dentro da sua residência, tendo as autoridades competentes deslocado à zona, confirmado o facto e o laudo médico apontou que a causa da morte foi um ataque epiléptico.

“Tendo em conta a época em que encontramos e por a ilha ser montanhosa, um grande número se dedica ao pastoreio e a agricultura, a tendência é de recorrer aos locais distantes e muitas vezes de difícil acesso para encontrarem melhor pasto”, observou o responsável.

Perante esta observação, Higor Almeida pede as pessoas que tomem o máximo cuidado, uma vez que na época chuvosa os pisos se encontram escorregadio e há locais onde existem algumas erosões.

A mesma fonte salientou que este apelo advém no decorrer das dificuldades enfrentadas na remoção do cadáver no sábado, num local de difícil acesso, onde foi necessário procurar apoio nas pessoas que já conheciam e possuíam o domínio do caminho, para que pudessem alcançar o local e regressar em segurança.

Até, sugere às pessoas, que ao se ausentarem que informem alguém da vizinhança ou familiares para onde vão, e caso houver alguma demora, estes podem accionar as autoridades solicitando apoio.

MC/CP

Inforpress/fim