Brava: População de Cachaço sensibilizada no sentido de evitar criação de animais à solta

  • 07/06/2019 05:52

 A população da localidade de Cachaço, na ilha Brava, recebeu quarta-feira, uma acção de sensibilização, alertando-lhes para a criação de animais de forma mais preservada, como tentativa de melhorar o ambiente desta zona.

A palestra foi ministrada por técnicos do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), enquadrada nas actividades de comemoração do Dia do Ambiente, celebrado a 5 de Junho, numa parceria entre o pelouro do saneamento da câmara municipal, da rede da Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) da Brava, MAA e com a associação Biflores.

Segundo Vani Furtado, um dos técnicos que participou na acção de sensibilização na localidade de Cachaço, o ambiente nesta zona está “sufocado e muito poluído”, devido a forma que as pessoas fazem a criação dos animais.

Cachaço, é uma zona onde a população depende da criação dos animais e da agricultura de sequeiro, mas como nos últimos anos a chuva tem sido “ingrata”, tem vindo a dedicar mais a criação de gado, mas fazem-na ao ar livre. Ou seja, não colocam os animais no estábulo.

Daí, o técnico considerou que a criação de animais nesta zona, está sendo feita de forma “insustentável” e o ambiente está cada vez mais degradado.

Neste sentido, apelou aos criadores que mudem esta forma de criar animais, construindo estábulos e que fazem algumas plantações, como um método ou primeiro passo para melhorar o ambiente.

Ainda, a organização, em parceria com outras instituições, realizou uma exposição na Praça Eugénio Tavares, com materiais reciclados, demonstrando a “importância do tratamento do lixo para transformá-lo em utensílio de luxo”.

Os materiais reciclados estão sendo comercializados, com o intuito também, de fazer as pessoas entender que o ser humano e o meio ambiente tem uma relação dependente, um depende do outro para a sobrevivência.

No mesmo âmbito, os alunos da escola de Cova Rodela, ficaram a conhecer mais sobre os tubarões, numa palestra ministrada pelo biólogo da associação Biflores, falando-lhes da sua importância para o ambiente.

Foi uma programação que permitiu levar informações a diversos pontos da ilha e sensibilizar as pessoas a terem “mais cautela” com o ambiente que é de todos e todos devem preservá-lo.

MC/CP
Inforpress/Fim