Brava: Presidente da Câmara Municipal pede ao Governo um dos navios da Guarda Costeira, para manter a ligação marítima no caso de avaria dos navios da CVFF

  • 09/04/2018 16:02

Cidade de Nova Sintra, 09 Abr (Bravanews) - Tendo em conta as sucessivas avarias dos navios da CVFF que fazem ligação com a Brava, o Presidente da Câmara Municipal da Brava, em nota pediu ao Governo que coloque a disposição da ilha um dos navios da Guarda Costeira.

Este pedido justifica-se no facto da ilha estar permanente a ser prejudicada, pois os navios, sendo máquinas, avariam e com isso a Brava vem passando dias e até semanas sem ligação com o resto do mundo.

Francisco Tavares avança de que os prejuízos são notórios no comércio, na alta de preço dos produtos, no turismo, na restauração, nos hotéis, e vê-se claramente que a breve trecho este problema nao sera resolvido.

“Pessoas estão na Brava com viagens programadas para esta semana, inclusive emigrantes, mas não sabem quando será o próximo navio” avançou Tavares.

“A proposta enviada ao Governo passa por, havendo avaria/falta de ligação da CVFF que um dos barcos da Guarda Costeira fique na Brava para emergências e para fazer uma ligação diária ao Fogo”, disse.

O barco tem capacidade para 15 a 20 passageiros e condições para transportes de acamados, “trazendo certeza de ligação e segurança na planificação nas viagens de e para a Brava”.

Um emigrante que tem ligação com os EUA na próxima Sexta Feira, teve de sair da Brava na manhã desta Segunda Feira e “a Brava perde em toda a linha com esta situação”, exemplificou.

Uma outra imigrante que chegou ao Fogo, com apenas duas semanas de férias disponibilizadas, não sabe quando chega a Brava.

As pessoas que passam por esta situacao, nao querem mais voltar a ilha. O desânimo e notório e as pessoas sentem impotentes perante este descaso para com a ilha de Nho Tatai.

Esta situação de saídas antecipadas de pessoas, economicamente e um desastre, pois “injectarao dinheiro em outras illha, que poderia ser gastas na ilha Brava”.

Viagens canceladas, férias desprogramadas, doentes sem possibilidades de evacuacao, pessoas desanimadas e autoridades locais revoltadas, com esta situação de descaso para com a ilha Brava e a solução de um problema adiada por 40 anos.

Enquanto isso, a ilha Brava está privada do abastecimento de mercadorias e do transporte de passageiros, entre residentes, turistas e emigrantes, resultante da inoperacionalidade do navio. Uma situação com impactos negativos no quotidiano das pessoas, no funcionamento do comércio, do turismo, no atraso do regresso dos emigrantes aos países de acolhimento, na sustentabilidade da economia da ilha, para não falar em situações de emergência que exigem evacuação para a capital do país, ou para a vizinha ilha do Fogo.

 

MS