Brava: Presidente eleito da CPR do PAICV focado na reorganização do partido

  • 28/05/2019 05:08

Carlos Costa foi eleito presidente da Comissão Política Regional (CPR) do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) na Brava, com a maioria absoluta dos votos, nas eleições realizadas no domingo na ilha.

Carlos Costa, que já vinha desempenhando esta função na categoria de substituto do antigo dirigente da CPR, e candidato único a presidente da Comissão, conseguiu 282 votos, dos 285 militantes que se dirigiram às urnas.

À Inforpress, o presidente eleito salientou que o primeiro passo do partido neste momento é trabalhar na sua reorganização e continuar a trabalhar nas zonas, com vista a preparar para os próximos embates eleitorais.

Garantiu que o PAICV vai apresentar nas próximas eleições uma candidatura “capaz de dar a Brava um outro ar”, visto que a ilha “tem uma equipa camarária que a funciona apenas no último ano do mandato”.

De acordo com o mesmo, esta situação está sendo “presenciada a olhos nus”, acrescentando que durante os três anos, quase que não foram visíveis apoios às famílias, e muitas passaram por dificuldades, sem que a câmara lhes estendesse as mãos.

“Nem no mau ano agrícola, não foi apoiado as famílias, mas estão sendo apoiadas neste momento, que estamos a um ou dois meses da época das chuvas e no ano quase a alcançar o ano das campanhas, visto que faltam cerca de um ano e meio”, criticou.

Carlos Costa garantiu que o PAICV, vai trabalhar num projecto “credível”, com de pessoas com alguma credibilidade na sociedade, pessoas com algum saber fazer, para assim, “devolver” a Brava uma equipa camarária “capaz de desenvolver a ilha e trabalhar nela ao longo de todos os quatro anos”.

“Se repararmos, a Brava está estagnada, e um conjunto de acções que estão sendo feitas agora, é preparação para a campanha política (…) reafirmou.

A mesma fonte adiantou que, de agora em diante, o PAICV vai trabalhar mais no terreno, ficar mais perto das pessoas, explicando os projectos e recolher subsídios para enriquece-los.

Questionado sobre o processo e o ambiente em que decorreram as eleições, o presidente eleito respondeu que as mesmas decorreram num contexto adverso.

“Estamos numa ilha pequena, num meio onde não temos nenhum poder na nossa mão, e muitas zonas devido a forma que a câmara está exercendo o poder com o autoritarismo e alguma pressão, muitas pessoas não sentiriam livres para darem o seu contributo”, observou.

Entretanto, não obstante os entraves colocados, Carlos Costa considerou que os resultados foram “satisfatórios”, uma vez que dos 285 votantes, a maioria depositou a sua confiança na equipa apresentada.