Brava: Recuperar a visão mesmo que parcial foi um “milagre” – Marly

  • 27/11/2019 05:00

Marly Macedo é uma criança de 12 anos, residente em Tomé Barras, na Brava, a inspiração da Marly´s Miracle Fundation, que ajudou-a a recuperar uma parte da sua visão aos 10 anos, o que considera ser um “milagre”.

Marly Macedo e o seu pai João Macedo contaram à Inforpress um pouco da história desta menina, que “comoveu” uma emigrante e que através dela, foi criada uma fundação que hoje está a apoiar todas as ilhas de Cabo Verde.

O pai da criança contou à Inforpress que esta deficiência veio de nascença e ao terceiro dia após o nascimento da sua filha procuraram médicos, mas estes lhes disseram que a filha tinha era “água de parto”.

“Ela foi crescendo e vimos que a sua deficiência prevalecia e decidimos levá-la para realizar consultas na cidade da Praia”, disse João Macedo, acrescentando que estas consultas e os tratamentos não ajudaram a sua filha e esta aprendeu a conviver com a sua deficiência e os pais sempre a apoiaram, mas sem a esperança de recuperar a visão.

Entretanto, em 2017, quando a Marly já tinha 10 anos convivendo com a sua deficiência, uma emigrante bravense residente nos Estados Unidos viu-a e comoveu com a sua dificuldade.

Daí, esta regressou para os EUA, arranjou meios, contactou os familiares e convenceu-lhes a deixarem a Marly viajar para um tratamento no exterior, e mesmo sem conhecer esta pessoa, João Macedo adiantou que colocaram fé e confiaram, porque o maior desejo era ver a filha recuperar a visão.

Após alguns meses de tratamentos, Maria Pereira voltou para Brava e trouxe Marly com a visão um pouco recuperada e também para conhecer a sua família que até então não conhecia.

Através dos olhos da Marly, Maria Pereira conseguiu ver outro lado do mundo e criou a Marly´s Miracle Foundation, que além de ajudar a sua “inspiração” dentro de nove meses já chegou em todas as ilhas de Cabo Verde.

Para Marly, isto não foi nada mais, nada menos do que uma resposta de Deus aos tantos pedidos que ela sempre fez.

“Nunca desisti. Sempre tive a esperança de que dias melhores viriam. Até que surgiu o “anjo” na minha vida e hoje, não vejo a 100 por cento, mas já consigo fazer tudo o que uma criança normal faz”, contou Marly, cheia de fé.

Com esta mesma fé, pediu a outras pessoas com dificuldades ou em desespero por algum motivo que não desistem, porque um dia a “luz divina” irá bater nas suas portas.

Já, sobre a continuidade do tratamento, Maria Pereira adiantou que o caso da menina é um pouco delicado e em conversa com os médicos, a próxima intervenção exige que ela passe cerca de um ano nos EUA.

Portanto, adiantou que terá de se organizar e depois ver a possibilidade de levar a Marly para mais uma intervenção cirúrgica e uma série de tratamentos.

MC/CP

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