GUINÉ-BISSAU, QUE FUTURO? Maika Lobo

  • 28/11/2019 15:51

 

Apenas uma curiosidade, votaram validamente na primeira-volta 566, 473 eleitores, número maior que a população residente de Cabo Verde.

Antecipadamente, e contrariamente ao único cabo-verdiano (político) destemido, valentão, que resolveu entrar de corpo e alma na campanha de outrem, eu não tenho nenhuma simpatia em relação aos candidatos concorrentes e nem os que passaram à segunda-volta.

Não sou guineense, limito-me a seguir os acontecimentos e os resultados.

Temos os resultados principais da primeira-volta:

Domingos Simões Pereira obteve 222.860 votos, correspondente a 40,13% ; Umaro Sissoco Embaló obteve 153.530 votos, correspondente a 27, 65% ; Nuno Gomes Nabiam obteve 73,063 votos, correspondente a 13,16% ; José Mário Vaz obteve 68.933 votos, correspondente a 12,14% ; Carlos Gomes Junior obteve 14.766 votos, correspondente a 2,66%.

Este quadro de resultados deve merecer da nossa parte um olhar atento, uma análise com rigor e objectividade.

Começamos pelo pré-acordo eleitoral, em que os candidatos firmaram entre si antes da primeira-volta, mas para vigorar na segunda-volta. Umaro Sissoco, Nuno Nabiam, José Mário Vaz e Carlos Gomes Junior são os subscritores do acordo.

O referido acordo dizia que, no caso de um deles passasse à segunda-volta, os outros apoiariam esse candidato.

Neste caso, e se o acordo for cumprido, todos os apoios dos que não passaram à segunda-volta, serão direcionados para o Umaro Sissoco Embaló.

Esta coligação, que tem por base os partidos dissidentes do Paigc, contra o candidato Domingos Simões Pereira poderá ser mortal e determinante para a sua derrota.

Eu não acredito nas transferências automáticas de votos, mas caso se mantiver a coligação, podemos seguramente prever, neste quadro, que o Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Paigc, foi à vida.

A confirmar este cenário, perde o Simões, o Paigc e os políticos que apoiaram esta candidatura.

No final, o que conta são os resultados das urnas.