Ilha Brava: Caminhada rosa com “fraca adesão” da população local

  • 30/10/2018 12:49

 A caminhada rosa, de sensibilização para a luta contra o cancro da mama, que é celebrada a 31 de Outubro, teve fraca adesão das pessoas na ilha Brava, mas aqueles que apareceram fizeram “valer a causa”.

Assim como em outras actividades de diversa índole, a população da Brava não costuma aderir muito, mas, mesmo assim, homens e mulheres saíram à rua “clamando e chamando” a atenção para a prevenção a esta doença que ataca as mulheres e, por vezes, os homens.

A enfermeira de saúde reprodutiva e organizadora da marcha na ilha Edna Campinha explicou que esta acção de sensibilização é “mais” uma das que já vêm sendo feitas há algum tempo.

“Não limitamos somente a esta marcha, temos realizado alguns encontros nas comunidades, onde realizamos sessões de esclarecimentos e passagem de informações sobre esta doença”, salientou a enfermeira.

Campinha avançou que não tem dados exactos de casos de cancro da mama na ilha, mas garantiu que a procura é “elevada”, principalmente pelas mulheres que fazem o planeamento familiar, “que são ensinadas a fazer o auto-exame correctamente”.

A enfermeira garantiu que na Brava esta doença não é “considerada” um tabu, pois as pessoas já estão “muito sensibilizadas” com a sua existência e consequências, tornando assim, “mais fácil” o trabalho da Delegacia de Saúde, na sensibilização para a prevenção.

Na marcha participaram mulheres de diversas idades, e alguns homens que se juntaram a causa, facto que levou a enfermeira a relembrar os participantes que embora “menos frequente”, esta é uma doença em que os homens também “não estão imunes”.

A mesma disse que “há alguns anos a ilha já teve um caso de cancro da mama em um homem”.

A marcha iniciou-se à frente da Delegacia de Saúde da ilha, percorreu algumas ruas e chegou ao Estádio Municipal Aquiles de Oliveira, onde decorria um jogo, tendo a porta do estádio sido aberta para acolher os participantes da marcha, que foram aplaudidos pelos adeptos presentes e mesmo pelas equipas em campo que se juntaram a marcha, apoiando a causa.

A mensagem que a responsável deixa a comunidade é que “caso não consigam fazer o auto-exame, ou sentirem qualquer nódulo, que não hesitem procurar apoios nos serviços de saúde, pois quando mais cedo melhor”, apelou Edna Campinha.

Segundo esta fonte, caso forem seguidos estes procedimentos, “é possível” detectar a presença do nódulo ainda no início e solicitado o competente pedido de  ecografia.

Caso forem verificadas outras anomalias, a mesma é encaminhada para a ilha do Fogo ou Cidade da Praia a fim de realizar outros exames mais detalhados.