Ilha Brava: Olavo Correia desafia jovens a “investirem nos estudos” e “agarrarem” as oportunidades

  • 10/01/2019 06:05

O vice primeiro-ministro e ministro das Finanças desafiou os jovens bravenses a “investirem” nos seus estudos e “agarrarem” todas as oportunidades que encontrarem, desafio lançado durante uma conversa aberta que manteve com a classe juvenil bravense.

Olavo Correia lembrou aos jovens que, agarrando as oportunidades, terão a oportunidade de “fazer coisas diferentes e melhores”, daquilo que foi feito pelas gerações anteriores, aproveitando as potencialidades existentes na ilha.

Entretanto, o governante deixou claro que além de terem esta responsabilidade, o Governo também tem de garantir as condições necessárias para que os jovens possam ter uma “vida sadia e equilibrada”, com a prática do desporto, aproveitando os aspectos culturais, entre outras necessidades ao longo do seu desenvolvimento.

O vice-primeiro-ministro salientou que também é necessário criar condições para que os jovens bravenses conheçam o País no seu todo e outras partes do mundo, pois, sustentou, é “necessário pensar Cabo Verde de dentro para fora” na Era da globalização.

Lembrou que a maior fatia do Orçamento do Estado para o corrente ano está direccionada para a educação e qualificação profissional, pois, apostando na educação e qualificação, ajuntou,é possível “marcar a diferença” entre o passado e o futuro.

Olavo Correia, falou aos jovens dos grandes potenciais existentes na ilha, demonstrando-lhes as chances que têm, mas aproveitou para chamar a atenção dos presentes que mesmo com estes potenciais o desenvolvimento “não pode ser concretizado” somente com a Função Pública.

“Tem de ser criado um conjunto de micro pequenas e médias, empresas para poder garantir a oferta necessária para atingir o nível de desenvolvimento desejado para a Brava”, precisou o governante.

Ante este alerta, o ministro sugeriu que é necessário procurar pessoas na diáspora e mesmo na ilha e no País para investirem nas áreas da cultura, turismo e artesanato, para depois se ter “uma oferta turística de qualidade” na ilha.

“Não é o poder público que vai criar estas condições, mas sim os cidadãos qualificados e comprometidos com o País, que estarão em condições de garantir o desenvolvimento e a nova visão para a ilha”, reforçou Olavo Correia.

“O Estado cria as condições básicas, como a acessibilidade, conectividade, oportunidades e qualificar os recursos humanos, mas o resto, quem faz são os talentos”, precisou.

“E os talentos são os jovens que fazem a diferença, pois ninguém vai fazer por vós, aquilo que vos compete fazer”, concluiu.

O vice-primeiro-ministro aconselhou os jovens a verem a Brava como uma ilha de oportunidades e pediu persistência e trabalho para poderem aproveitar as oportunidades, “porque nada acontece por acaso e nem é de hoje para amanhã, mas sim fruto de um “árduo trabalho”.

MC/AA

Inforpress/Fim