Ilha Brava tem “grandes potencialidades” para desenvolvimento de um turismo rural e sustentável – bloggers

  • 21/09/2018 17:55

Os quatro bloggers internacionais que visitaram a Brava,  no âmbito do programa Sete Sóis Sete Luas,  afirmaram que a ilha “tem grandes potencialidades” para o desenvolvimento de um “turismo rural e sustentável”, com destaque para as trilhas pedestres.

Carla Mota, do blog Viajar entre Viagens e Filipe Gomes, do blog Alma de Viajante, demonstraram-se maravilhados e encantados com a “beleza, simplicidade e tamanha riqueza” da ilha, caso forem bem exploradas.

Além de conhecer a ilha, o objectivo destes bloggers é “demonstrar” aquilo que de “bom e do melhor” a Brava tem para oferecer aos turistas.

“Seja através da música, da arte, da gastronomia ou das caminhadas e das visitas que fizemos, podemos partilhar um pouco as mais-valias da ilha”, explicou Filipe Gomes.
Carla Mota comentou que a ilha possui condições para fazer um turismo rural, aconselhando que “ela só deve optar por este tipo de turismo”, por ser uma ilha com parcos recursos, principalmente a nível da água.

“Deve tentar investir num turismo mais sustentável possível, que dê mais emprego à população local, que permita o desenvolvimento de determinadas áreas da ilha e não concentradas somente em Nova Sintra, mas em determinadas povoações, que vai até ajudar a fixar os jovens na ilha e nas localidades, criando postos de empregos”, disse a blogueira.

A mesma destacou a localidade de Fajã d´Água como sendo uma das “top´s de Cabo Verde, um pedaço de um pequeno paraíso”, não escondendo a sua simpatia pela “morabeza” recebida da população bravense.

“Acho louvável que se tente pegar no património cultural, que é o talento dos jovens, e na música, para tentar fomentar o turismo. Um turismo assente na riqueza cultural de Cabo Verde, e na Brava é mais um trunfo que deve ser aproveitado, especialmente para conseguir se afirmar dentro da diversidade cultural do país e nisso o trabalho que a Sete Sóis Sete Luas tem feito é de se louvar”, salientou a blogueira.

Segundo o blogueiro Filipe Gomes, a ilha ao apostar neste tipo de turismo, ligado aos trilho e percursos pedestres, leva a que os turistas fiquem mais tempo no país, pois, é um tipo de turismo mais lento e “ajuda a combater as visitas de ida e volta a partir do Fogo”, mas que exige a “construção” de pequenas pousadas, em diversos pontos da ilha.
“A questão dos recursos é muito importante, acho que ter um grande resort que consuma muita água e muita electricidade a Brava não precisa. Ela precisa afirmar noutros aspectos”, opinou Gomes.
Como um dos exemplos de que a ilha não deve apostar turismo de praia e sol, o blogueiro apontou as experiências tidas na ilha do Sal e da Boa Vista.
“Imagino que não querem replicar em ilhas como a Brava, pois, na minha opinião, seria um erro”, considerou.
Os mesmos estão convictos de que com os seguidores, conseguirão apresentar aos turistas uma outra forma de “praticar” o turismo, desviando-os do percurso clássico.