NEGOCI(ata) dos TACV - SETE PECADOS INCONFESSÁVEIS

  • 31/07/2017 00:00



Hoje, a companhia TACV sai oficialmente do mercado de voo doméstico, por decisão do Governo do ULISSES CORREIA E SILVA.

Uma decisão com contornos pouco claros e que está ferida de SETE PECADOS que carece de investigação:


1. O Governo vai assumir todas as divida dos TACV e vai assumir a indemnização dos trabalhadores, valores que rondam os 15 milhões de contos, deixando a empresa sem dividas, apenas com o seu activo, portanto, pronta para encontrar um parceiro ou ir ao mercado e auto financiar-se, porque tem mercado, tem know how, tem licenças, tem clientes, tem mercado e tem credibilidade, mas, decide pelo desmantelamento da companhia com quase 60 anos de história.


2. O Governo ainda decidiu assumir a devolução antecipada dos aviões em 800 mil contos, e concedeu aval para a obtenção de um empréstimo em 200 mil contos que não se sabe para que efeitos, mas que vai aumentar as dividas do Estado tendo em conta a liquidação da companhia.



3. Todo o negocio dos voos domésticos em que a TACV detém mais de 70%, a sua carteira de clientes, todo o Know How, a sua capacidade de manutenção, os certificados e licenças, e o goodwill das operações foi avaliado em apenas 200 mil contos (não entra dinheiro para o Estado, é apenas para entrar em 30% no capital da Binter) quando só o negocio do CV HANDLING que era a parte dos TACV que presta serviços em terra foi vendida à ASA pelo valor que ultrapassa os 3 MILHÕES de contos em 2014.


4. Só os benefícios em termos de perdão de imposto à Binter já ultrapassou neste momento os 2 milhões de contos e o Governo ainda vai injectar cerca de 127 mil contos na Binter para adquirir 19% do capital da Binter e vai subsidiar as rotas deficitárias e pagar pelo serviço de evacuações que sempre foi negado aos TACV. É bom recordar ainda que a Binter ainda tem licença provisória, não vai poder fazer ainda os voos regionais o que atrasa a devolução do ultimo boeing dos TACV, aumentando mais prejuízos para o Estado.


5. Não houve estudos para avaliar o valor dos TACV no mercado doméstico, nem como chegaram a esse valor de 200 mil contos e não se conhece quem esteve na frente da negociação nem como foi indicado para negociar o desmantelamento dos TACV.


6. Todo o negócio é feito no maior dos secretismos, o governo não dá informações ao parlamento, não disponibiliza documentos nem o contrato que vincula o Estado, e a maioria no parlamento não permite audições dos membros do Governo muito menos a Comissão Parlamentar de constituição obrigatória interposta pela oposição.


7. Ainda não se conhece os contornos da negociação dos TACV Internacional, onde já há rumores de que os interessados impõe como condição para viabilizar o negocio se for incluído o Aeroporto do Sal no pacote.


Jose Veiga