Quase 20 interessados na compra da TACV

  • 02/08/2018 04:52

A privatização da TACV prevê a venda total da empresa, reservando até 51% do capital para um parceiro estratégico, até 39% das ações para investidores institucionais e até 10% para trabalhadores da empresa e emigrantes cabo-verdianos.

Quase 20 empresas e empresários nacionais e investidores estrangeiros já manifestaram interesse na compra da transportadora aérea cabo-verdiana TACV, informou hoje o Governo, indicando que o comprador fará a gestão da empresa por, pelo menos, cinco anos.

“Até ao momento, a Unidade de Acompanhamento do Setor Empresarial do Estado (UASE) já recebeu aproximadamente 20 manifestações de interesse espontâneas de empresários e empresa nacionais, mas também de investidores estrangeiros, alguns deles com grandes investimentos já realizados no país”, informou o Governo cabo-verdiano em nota de imprensa.

A privatização da TACV Cabo Verde Airlines prevê a venda total da empresa, reservando até 51% do capital para um parceiro estratégico, até 39% das ações para investidores institucionais e até 10% para trabalhadores da empresa e emigrantes cabo-verdianos.

Relativamente ao parceiro estratégico, terá de ter “experiência relevante” no transporte aéreo internacional de passageiros e experiência técnica e de gestão no setor da aviação, bem como idoneidade e capacidade financeira.

Na nota, o Governo indicou que o gestor que adquirir a companhia terá de fazer a gestão por um prazo mínimo de cinco anos e máximo de 10 anos.

Na semana passada, na abertura do debate sobre o Estado da Nação, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse que grupo islandês Icelandair apresentou uma proposta para aquisição de 51% da transportadora aérea Cabo Verde Airlines (TACV).

A TACV Cabo Verde Airlines está em processo de reestruturação, tendo o Governo assinado no ano passado com a Icelandair um contrato de gestão, que terminou agora.

Quanto aos trabalhadores e emigrantes, que poderão adquirir 10% do capital, terão 15% desconto por ação, num direito que deve ser exercido no prazo máximo de 30 e 60 dias, respetivamente, a contar da data de início da operação.

Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a companhia, que mudou a sua base operacional da capital cabo-verdiana para a ilha do Sal, assegura agora apenas as ligações internacionais, depois de ter sido cedido à Binter Cabo Verde o mercado doméstico.

Lusa