REPORTAGEM/Brava: Partilhando o que sabe, como forma de “driblar” o desemprego e apoiar os que querem aprender mais

  • 01/03/2019 15:48

Eugénia Duarte é uma jovem bravense, de 24 anos, sem nenhum curso superior, mas que decidiu ensinar inglês, aos interessados, como forma de apoiá-los e sair do desemprego.

Esta jovem tem o 12º ano completo, mas devido as controvérsias da vida, nunca teve a oportunidade de fazer um curso superior.

Mas, a sua curiosidade e o desejo de saber e praticar mais, desde a época do liceu, despertou a sua paixão pelo inglês, nunca contentando-se somente com aquilo que o professor dava na sala e sempre ia à procura de mais conhecimentos.

Depois de terminar o liceu, continuou as suas pesquisas e treinando o seu inglês e, há pouco tempo, como forma de procurar uma ocupação do tempo livre e arranjar algo que lhe desse rendimento, começou a dar aulas de Inglês básico.

Para Eugénia, isto é a “concretização de um sonho e um investimento”, tendo em conta que a situação está “complicada” para todo o mundo, e por esta via, arranjou o seu próprio emprego, sem esperar pelo Estado ou outras entidades.

Neste momento, ela está ministrando aulas três vezes por semana, para crianças a partir dos seis anos e aos mais adultos, com cerca de 30 participantes, o que considera como sendo uma mais-valia, não só para ela, como também para os seus alunos, tendo em conta que muitos bravenses querem aprender esta língua, por possuírem o sonho de emigrar e sem ser disso, “hoje todos querem aprender e aperfeiçoar os conhecimentos a nível da língua”.

Eugénia é consciente que não tem um diploma, mas assegurou que tem um “vasto conhecimento” na área e em simultâneo, está fazendo um curso online em Inglês, que inclui pronúncia, gramática entre outros componentes que lhe permite aperfeiçoar, para mais tarde, tentar fazer um curso superior.

“Muitos acham que é uma língua complicada e que não são capazes de aprenderem o inglês, mas não é bem assim”, ajuntou a jovem.

Até porquê, o maior sonho dela a nível da língua inglesa, é atingir fluência e, posteriormente, poder transmitir os conhecimentos aos outros, de uma forma “diferente, mais simplificada e descontraída”.

Em relação ao empreendedorismo ou ao auto-emprego, Eugénia parte da opinião de que todos os jovens têm uma vocação e algo que gostam de fazer.

Neste sentido, pede aos jovens que “seguem” as suas vocações e que sejam “criativos”, de forma a focarem no objectivo e pensarem naquilo que conseguem fazer de melhor, sabendo que, nesta ilha, “estamos abandonados a sorte de Deus e não devemos esperar pelo Governo”.

O segredo para se concretizar em qualquer área, de acordo com a fonte, é “ser persistente, ter boa vontade, e não dar ouvidos aos que tentam nos puxar para baixo”.

MC/CP

Inforpress/Fim