Tempestade tropical “Helene” faz estragos “pouco significativos” em Santiago, Fogo e Brava

  • 12/09/2018 14:20

A tempestade tropical “Helene”, que desde sábado se faz sentir em Cabo Verde, fez estragos “pouco significativos” no interior de Santiago, Fogo e Brava, disse à Inforpress o presidente do Serviço Nacional da Protecção Civil e Bombeiros (SNPCM).

“Foi um fim-de-semana de muita ventania associada a chuvas de velocidade moderada”, afirmou Renaldo Rodrigues, dando conta que o SNPCB registou, no interior de Santiago, “algumas quedas de árvores e enxurradas”, que acabaram por dificultar a circulação de viaturas.

Além disso, acrescentou a mesma fonte, registou-se também quedas de postes de electricidade na zona de Serra Malagueta, situação que “foi prontamente resolvida” pela Electra.

Segundo este responsável, as ilhas mais afectadas foram Fogo e Brava.

“No Fogo, estamos a falar num número significativo de árvores que caíram, tendo algumas atingido propriedades particulares, nomeadamente veículos. Caíram também postes, inclusive a cidade de São Filipe teve algum momento sem energia elétrica por causa disso”, acrescentou.

Ainda na ilha do Fogo, segundo Renaldo Rodrigues, registou-se também a queda um poste de telecomunicações que acabou por dificultar a comunicação em algumas partes da ilha naquele momento.

“Na Brava também temos registos de várias árvores que caíram e de pedras nas estradas, mas nada que colocasse em causa a vida das pessoas. Não temos nenhum registo de pessoas feridas com a passagem desta tempestade, mas houve sim alguns estragos, principalmente para privados”, ajuntou o presidente do SNPCB.

Quando ao nível dos estragos, Renaldo Rodrigues diz que não há uma caracterização definida.

“Mas pelo que podemos avançar, com base em outras paragens, diria que é moderada, pelo menos para as ilhas do Fogo e Brava tendo em conta que houve sim alguns estragos, mas nada de muito significativo”, prosseguiu.

Finalizando, Renaldo Rodrigues recorda que se está numa época do ano em que é recorrente fenómenos desta natureza.

“Até o final do ano, logicamente que não temos capacidade técnica para dizer que vamos ter mais fenómenos, mas se vier outras tempestades tropicais não é de se estranhar”, afirmou.

 

inforpress