Uma das caras do desemprego em Cabo Verde….

  • 24/11/2019 15:48

Aliana Andrade licenciada em Ciências Políticas e mestre em relações internacionais e diplomacia pela Faculté des sciences juridiques économiques et sociales Rabat -Agdal está a mais de ano meio a procura do seu primeiro trabalho no seu país natal.

Cansada e frustrada procurou a Bravanews para unir a sua voz a milhares de jovens que terminam a formação e aguardam para comecaram a dar a sua contribuição para desenvolvimento do país, mas também para realizaram o sonho de um emprego estável, dentro do direito ao trabalho estampado na Constituição da República de Cabo Verde.

Originária de família pobre da ilha Brava, Andrade lutou para conseguir formar, mas vê agora todo o esforço, canseira, noites mal dormidas, ir para o cano, pois sem o desejado emprego, a formação perde qualquer sentido.

Acreditando nos mais de 45.000 empregos prometidos pelo então candidato a Primeiro Ministro, Ulisses Correia e Silva, Aliana terminou sua formação e regressou a terra, crente de que teria a sua chance na sua área de formação.

“Qual foi meu espanto, quando cheguei cá, batendo em dezenas de portas, contactando varias pessoas, nao consegui ate agora ver meu desejo sendo realizado”, disse revoltada.

Segundo o INE, em 10 anos o número de cabo-verdianos com o nível de ensino médio e superior aumentou sete vezes. As áreas preferenciais são as Ciências Sociais, a Gestão e o Direito, sendo que formações ligadas ao sector primário são ainda menos privilegiadas, é o caso da Agricultura e da Veterinária, por exemplo.

Nesse campo existem também diferenças entre os géneros. Elas optam mais por áreas como a Saúde e o Bem-estar, eles preferem as Engenharias e as Tecnologias. Já nas áreas das Artes, Ciências Sociais e Direito há maior equidade entre os géneros.

Aliana Andrade, de 30 anos quer apenas uma oportunidade para pôr em prática a sua competência profissional, implementar o que aprendeu durantes os anos que passou fora do país e contribuir também ela para o desenvolvimento de Cabo Verde.

Em declarações a este portal Aliana disse em jeito de análise que as competências, a formação e a habilidade de cada um não é levada “em consideração no país”.

Suporta esta sua afirmação no facto de ter entregue o curriculum vitae em vários lugares sem ser chamada nem para o concurso para de seguida ver nomes de pessoas com menos  formação que ela ou até sem formação serem chamadas para preencheu as vagas existentes.

“Aí pergunto quais as competências  devem ser necessárias, neste país, para que consigamos atingir o objectivo de ter um emprego para podermos liberar os nossos progenitores de compromisso de nos sustentar”, questiona, esperando ter respostas para suas interrogações ja que, diz, esta a ver que a cada dia a situação está se tornando mais difícil.

E disse que ainda houve o parlamento, os governantes e alguns políticos disserem que a taxa de desemprego vem descendo… como? Onde?.. Sera que vivo num pais diferente de que falam os politicos? termina.

 

MS