Bom exemplo da Águabrava motiva escolha do Fogo para jornada de reflexão – diz ministro

A escolha da ilha do Fogo para a primeira jornada de reflexão sobre os desafios e soluções para a gestão da água e saneamento deve-se ao bom exemplo da empresa Águabrava, disse hoje o ministro da Agricultura e Ambiente.

Jul 4, 2024 - 01:38
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Bom exemplo da Águabrava motiva escolha do Fogo para jornada de reflexão – diz ministro

Gilberto Silva, que discursava na cerimónia de abertura da jornada, disse que o objectivo é proporcionar oportunidade de reflexão conjunta sobre os grandes desafios e perspectivas do sector da água e saneamento, partilhar as experiências e boas práticas entre as entidades gestoras, tendo aproveitado a oportunidade para fazer também a apresentação do último Relatório Anual sobre Serviços de Água e Saneamento (RASAS).

“Temos feito grandes reformas, tanto no quadro da governação do sector da água como do saneamento”, disse Gilberto Silva, destacando a criação das empresas e entidades gestoras de água e saneamento, numa espécie de concretização empresarial do sector.

Segundo o mesmo, neste domínio a ilha do Fogo tem sido um exemplo, porque estão a ser criadas muitas entidades gestoras, inspiradas na própria Águabrava que foi a primeira experiência de intermunicipalização de serviços e de empresarialização ao mesmo tempo, razão porque, explicitou, escolheu-se o Fogo para este encontro de partilha de experiências, a discussão e reflexão sobre o sistema de abastecimento de água, a questão da gestão da água e dos recursos hídricos.

O ministro da Agricultura e Ambiente referiu os ganhos obtidos nos dois sectores, mas apontou que há desafios e perspectivas que têm de ser materializados nos próximos tempos e que necessitam de muito investimento, organização, partilha de experiências e de boas práticas para ajudar a melhorar e adaptar as políticas públicas do sector.

Gilberto Silva defendeu a necessidade de consolidar as entidades gestoras da água, olhando para a sustentabilidade dos serviços e apostando na eficiência hídrica e energética associada à água de modo a combater as perdas físicas e comerciais, mas também apostar nas energias renováveis para a mobilização da água, a introdução de sistemas inteligentes de gestão de equipamentos, de infra-estruturas, reforço de capacidades técnicas e de recursos humanos, entre outros.

“Os investimentos no sector da água e saneamento excedem, frequentemente, o ciclo político dos Governos, principalmente dos governos locais que têm quatro anos de mandato”, afirmou o titular da pasta da Agricultura e Ambiente para quem é preciso ter uma visão estratégica o que passa pelo planeamento e diálogo permanentes.

Com relação ao RASAS, Gilberto Silva defendeu que o país deveria orgulhar-se de ter um instrumento no qual reporta como está em termos de qualidade dos serviços de água.

“Estamos perante um enorme ganho no sector no quadro da governação, porque é um instrumento que permite comparar a qualidade dos serviços numa mesma entidade gestora ao longo do ano, fazer a comparação entre as entidades gestoras e recolher subsídios para a melhoria”, salientou.

Por outro lado, disse que o Governo estabeleceu uma meta “muito ambiciosa”, considerando o carácter prioritário e estratégico do sector da água, ficando para o consumo por pessoa/dia, de no mínimo 43 e no máximo 90 litros de água, além de decidir que nenhuma família gaste mais de cinco por cento (%) de seu rendimento com despesas de água e no caso das famílias que não estão ligadas à rede percorrem mais de 10 minutos para chegar ao ponto de água.

Inforpress/Fim

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