Escassez de cimento paralisa central de britagem na ilha Brava

A empresa Demol & TEC, responsável pela central de britagem da ilha Brava, encontra-se com as actividades suspensas há mais de um mês, devido à escassez de cimento na ilha.

Feb 24, 2026 - 19:45
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Escassez de cimento paralisa central de britagem na ilha Brava

Em declarações à Inforpress, o responsável da empresa, António de Pina, manifestou preocupação face à falta deste produto essencial para o sector da construção civil, sublinhando que, apesar da forte procura por blocos, a empresa não consegue assegurar a produção, situação que tem provocado a paralisação de praticamente todas as obras em curso no município.

“Sem cimento é impossível fazer blocos. Há mais de um mês que não temos cimento na nossa ilha Brava e não há nada que possamos fazer, é só sofrer calado”, lamentou.

Segundo o empresário, todos os sectores ligados à construção dependem directamente do cimento, pelo que, mesmo dispondo de outros materiais, a empresa não pode vender nem produzir, uma vez que a escassez do produto inviabiliza toda a cadeia de produção.

António de Pina acredita que a situação poderia ser minimizada caso houvesse maior diversificação de fornecedores na ilha.

Actualmente, a Brava depende essencialmente da empresa Cimpor para o abastecimento de cimento.

“Acredito que na minha ilha existem pessoas com poder financeiro que podem e devem investir noutras marcas de cimento, porque estamos a depender apenas da Cimpor neste concelho. Já na ilha de Santiago e noutras ilhas, as obras estão a funcionar normalmente porque não dependem apenas da referida marca”, afirmou.

O responsável salientou ainda que a construção civil é um sector primário e estruturante, uma vez que impulsiona diversas outras profissões, como pintores, carpinteiros, electricistas, condutores e outros trabalhadores, que neste momento se encontram igualmente parados, a aguardar a chegada do cimento.

Apesar dos elevados preços dos materiais de construção, tanto na ilha Brava como noutras regiões do país, existem várias construções em andamento no município.

No entanto, conforme frisou, sem cimento não há produção de blocos nem saída de inertes, o que mantém a empresa totalmente inactiva.

Neste momento, todos os trabalhadores da Demol & TEC estão parados, numa situação que o empresário considera insustentável, caso o abastecimento de cimento não seja regularizado brevemente.

Inforpress