EAAIF vai investir 40 milhões de euros na modernização e descarbonização dos aeroportos de Cabo Verde
O EAAIF aprovou 40 milhões de euros para financiar a segunda fase da modernização e descarbonização de sete aeroportos em Cabo Verde. O projeto inclui expansão de pistas e terminais, energia solar, redução de 30% das emissões até 2030 e metas de igualdade de género e acessibilidade.
O Emerging Africa & Asia Infrastructure Fund (EAAIF), empresa do Private Infrastructure Development Group (PIDG) e gerido pela Ninety One, anunciou um financiamento de 40 milhões de euros com metas de sustentabilidade destinado à Cabo Verde Airports para apoiar a segunda fase de um programa estruturante de expansão, modernização e descarbonização de sete aeroportos no arquipélago.
O financiamento sustenta a Fase 1B de uma concessão de 40 anos atribuída em 2023 à Cabo Verde Airports. Os recursos serão aplicados na ampliação de capacidade, extensão de pistas, expansão de terminais e melhorias ambientais em quatro aeroportos internacionais — Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, Aeroporto Internacional Nelson Mandela, Aeroporto Internacional Aristides Pereira e Aeroporto Internacional Cesária Évora — e três aeroportos domésticos.
O programa visa responder ao crescimento sustentado do tráfego de passageiros, ao mesmo tempo que melhora a qualidade dos serviços e os padrões de segurança. Num país insular e vulnerável às alterações climáticas, a conectividade aérea é considerada essencial para o desenvolvimento económico e para o turismo.
Entre as medidas ambientais previstas estão a instalação de painéis solares fotovoltaicos com sistemas de armazenamento em baterias, modernização energética dos terminais, sombreamento externo para reduzir a procura energética, sistemas de reciclagem de água e tratamento de águas residuais, reforço da drenagem pluvial e o compromisso de reduzir as emissões aeroportuárias em 30% até 2030. O plano está alinhado com a meta de neutralidade carbónica até 2050 da Vinci Concessions.
Desde o fecho financeiro da Fase 1A, em 2023, o tráfego nos aeroportos nacionais recuperou acima das expectativas, ultrapassando níveis pré-pandemia. O tráfego internacional representa atualmente cerca de 80% do total de passageiros, assegurando uma base de receitas denominadas em euros e reforçando a robustez financeira do projeto.
A operação está alinhada com o mandato do EAAIF e do PIDG de promover estruturas de financiamento sustentáveis que mobilizem capital privado e reforcem infraestruturas estratégicas. A melhoria da conectividade entre as ilhas deverá impulsionar o turismo e o comércio, setores determinantes para o emprego e a atividade económica nacional.
No plano institucional, a Vinci Airports comprometeu-se a aumentar a representação feminina em cargos de gestão para 40% até ao final de 2026 e a assegurar que os aeroportos cumpram os padrões de acessibilidade definidos pela Organização da Aviação Civil Internacional.
Thanzi Ramukosi, especialista de investimento da Ninety One, afirmou que o investimento reforça o compromisso de financiar infraestruturas de transporte essenciais, promovendo crescimento inclusivo e limitando o aumento das emissões de gases com efeito de estufa num Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento onde a aviação é central para a economia.




















