Empresario Andy Andrade alerta para situação critica de abastecimento de água e questiona a paralisação no investimento de mais de 700 milhões de escudos

Cidade de Nova Sintra, 30 de Maio de 2026 (Bravanews) — A escassez de água potável e para higiene pessoal atingiu níveis alarmantes, gerando uma onda de preocupação entre a população e a classe empresarial. Num desabafo contundente nas redes sociais, o empresário Andy Andrade trouxe a público a gravidade da crise, classificando a situação actual como "crítica" e apontando o dedo à estagnação de um forte investimento público que deveria mitigar o problema. Segundo o empresário, um projeto estruturante orçado em 700 milhões de escudos cabo-verdianos (CVE) continua completamente paralisado há mais de um ano, privando a ilha Brava de uma solução duradoura para o abastecimento de água.

May 30, 2026 - 20:04
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Empresario Andy Andrade alerta para situação critica de abastecimento de água e questiona a paralisação no investimento de mais de 700 milhões de escudos

De acordo com o pronunciamento de Andy Andrade, a crise já ultrapassou a barreira da falta de água para consumo, afetando severamente as necessidades básicas do dia a dia, sublinhando que o problema maior do momento é mesmo a água para a higiene pessoal, o que tem um impacto direto na dignidade e na saúde pública dos residentes. Para ilustrar a dimensão do problema, Andrade relembrou um episódio marcante ocorrido durante uma visita oficial do Presidente da República à ilha, no passado mês de novembro. Segundo o relato, a escassez contundente não poupou nem mesmo a comitiva presidencial, expondo a fragilidade logística da região, visto que o chefe de Estado terá sido forçado a desembarcar transportando garrafas de 10 litros de água para consumo próprio, enquanto camiões-cisterna tiveram de ser mobilizados para garantir as condições mínimas de higiene pessoal da comitiva.

A denúncia do empresário expõe o sentimento de frustração com a lentidão das respostas políticas e infraestruturais, pois, passados vários meses desde a visita Presidencial e dos sucessivos apelos das forças vivas locais, a ilha permanece sob um "alerta SOS" no que toca ao acesso à água potável. A paralisação do investimento de 700 milhões de escudos é vista pela sociedade civil e pelo sector privado como o principal entrave para a resolução da crise. O impasse na execução deste importante investimento prolonga o calvário das famílias e condiciona o desenvolvimento económico, num país onde o turismo e o comércio local dependem fortemente da estabilidade dos serviços básicos.

O posicionamento de Andy Andrade ecoa o descontentamento generalizado e coloca uma pressão acrescida sobre o Governo e as autoridades municipais. Com a infraestrutura parada e as populações dependentes de soluções temporárias e dispendiosas — como os camiões-cisterna —, multiplicam-se as exigências por esclarecimentos sobre o destino do financiamento e por medidas urgentes que retirem a ilha do estado de emergência hídrica.

MS