Agente cultural critica ausência de actividades genuinamente bravenses no Dia Nacional da Cultura

Cidade de Nova Sintra, 20 de Outubro de 2026 (Bravanews) - A ausência de atividades culturais por ocasião do Dia Nacional da Cultura, assinalado a 18 de Outubro, motivou uma manifestação de tristeza e críticas por parte de um agente cultural da ilha, que lamentou o facto da Praça Eugénio Tavares ter permanecido vazia numa data dedicada à valorização da identidade e das tradições cabo-verdianas.

Oct 20, 2026 - 09:20
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Agente cultural critica ausência de actividades genuinamente bravenses no Dia Nacional da Cultura

Numa mensagem divulgada no dia 18 de outubro de 2026, o agente cultural expressou a sua desilusão perante a falta de iniciativas para assinalar a efeméride na ilha das flores.

“Hoje saiu dos meus olhos um pingo de água que não esperava, mas que traduz a tristeza de ver a nossa praça vazia nesta data”, escreveu, numa declaração marcada pela emoção e pelo sentimento de desapontamento.

A mensagem levanta questões sobre a importância atribuída à cultura bravense e sobre o papel das instituições responsáveis pela promoção e dinamização das actividades culturais na ilha. Para o agente, a ausência de iniciativas numa data tão simbólica representa motivo de preocupação para quem acompanha e valoriza a vida cultural local.

“Não devemos considerar o lançamento de um livro, festival Sete Sóis Sete Luas ou actividades em comemoração do Dia do Liceu local, como actividades genuinamente culturais que contribuem para a promoção e conservação da nossa identidade cultural”, disse.

O agente foi ainda mais crítico em relação aos critérios utilizados na distribuição de pastas e responsabilidades para determinados vereadores, defendendo que a escolha de pessoas para determinadas funções deve ter em conta a vocação e a experiência profissional na respetiva área.

“Distribuição de pastas é uma grande responsabilidade. Se não têm vocação e experiência na área, diplomas não servem para nada. Está provado!”, afirmou, numa crítica que poderá alimentar o debate sobre a competência e a preparação de quem assume responsabilidades na gestão cultural.

A manifestação do agente cultural reacende, assim, a discussão sobre a necessidade de uma política cultural mais activa na Brava, capaz de mobilizar artistas, músicos, grupos tradicionais, associações e a população em geral. A realização de actividades culturais constitui uma oportunidade para preservar o património imaterial, valorizar os talentos locais e reforçar o sentimento de pertença da comunidade.

MS