PROPOSTA IRRECUSÁVEL DE PRODUTORA LEVA JOVEM A CONCILIAR ENFERMAFEM E MÚSICA

Dariana Gonçalves Fernandes, 23 anos de idade é natural da ilha Brava. Há 5 anos mudou-se para a Cidade da Praia, a fim de cursar enfermagem. Da igreja para os palcos do mundo, Darii de nome artístico quer agraciar o público com o seu dom do canto. Detentora de uma voz potente, Darii foi abraçada pela produtora Scuta Music Production e já estão a trabalhar no seu primeiro álbum.

Feb 10, 2023 - 03:34
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PROPOSTA IRRECUSÁVEL DE PRODUTORA LEVA JOVEM A CONCILIAR ENFERMAFEM E MÚSICA

 

Dariana Gonçalves Fernandes, 23 anos de idade é natural da ilha Brava. Há 5 anos mudou-se para Cidade da Praia, a fim de cursar enfermagem. Da igreja para os palcos do mundo, Darii de nome artístico quer agraciar o público com o seu dom do canto. Detentora de uma voz potente, Darii foi abraçada pela produtora Scuta Music Production e já estão a trabalhar no seu primeiro álbum.

Darii orgulha-se de contar que deu os primeiros passos na igreja, a sua base.

“Sou católica e, segundo a minha mãe, desde pequenina eu cantava na igreja mesmo não sabendo ler. Só a partir dos meus 17 anos comecei a cantar músicas tradicionais e internacionais”.

A reviravolta no seu mundo da música começou na própria ilha Brava, onde conheceu o renomado produtor Ney Miranda, também multi-instrumentista que vira dos EUA, para trabalhar num projeto pessoal “Djabraba ten talento” que visa dar oportunidade a bravenses com talentos musicais. Através do referido projeto, Darii gravou duas músicas (“Mundo malvado” de Maria de Barros e “Mal de Amor” de Eugénio Tavares).

Foi exatamente, a partir dessas gravações que o mentor da Scuta Music Production, Armando Madeira (Mandú), um cabo-verdiano da Brava, radicado nos EUA,  interessou-se de imediato pela sua voz e maneira de cantar, a ponto de partir imediatamente para o management da jovem Darii.

Os passos de Mandú foram firmes, rápidos e  decisivos: gravar com Darii que viu a mão da sorte através destas duas pessoas.

“Hoje estamos juntos a trabalhar no meu primeiro álbum. Essas duas pessoas ajudaram-me imensamente.  Eu não tenho nenhuma formação na área musical, tudo o que sei foi o dom que Deus me deu. Com eles, estou a aprender a parte técnica e neste momento estou a estudar e a trabalhar para poder chegar onde eu quero. Para além da parte técnica  eles me motivam sempre.”

Darii tem dividido a partir de então, a sua rotina com a vida do stúdio.

“Já gravei alguns singles que vão fazer parte do álbum e há outros para serem gravados. No total são 11. A metade da gravação está pronta. A ideia é que o álbum seja lançado  muito brevemente.”

O álbum vai contar com composições da própria Darii arranjados por Ney Miranda que conta com extraordinários músicos que residem nos Estados Unidos, entre eles alguns irmãos, e ainda, músicas dos mais que conhecidos Benvindo Cruz (produzido também pela Scuta) e Boy G Mendes.

Recorda-se que Dariana Fernandes veio da ilha Brava para a cidade capital de Santiago há 5 anos, para estudar enfermagem. Uma área que a encanta, tanto quanto a música, por isso, neste momento acredita que vai conciliar as duas coisas, priorizando a vida humana, através da Enfermagem.

“Vou conciliar a música e a enfermagem, porque eu gosto das duas coisas. Se eu estiver no palco e precisarem de mim como enfermeira, escolho este último porque a vida humana vem em primeiro lugar.”

Católica, desde sempre, Darii Fernandes faz parte desde que chegou até agora do grupo, JU -“Jovens Unidos” da paróquia de Tira Chapéu.

“Participei nalguns festivais estando neste grupo e até ganhamos prémios. Escrevi as letras das músicas que cantamos nos festivais. Foram todas religiosas. Já escrevi cerca de 5 músicas, estando na igreja. Espero um dia fazer disso também um projeto.”

De referir que Scuta é uma agência que foi fundada em 2012, nos Estados Unidos da América, pelo cabo-verdiano Armando Madeira. A instituição já tem no seu catálogo alguns nomes consagrados da música cabo-verdiana, incluindo cantores de renome, entre os quais: Benvindo Cruz e Quirino do Canto e os instrumentistas John Miranda e Ney Miranda.

O principal objetivo da Scuta é levar às pessoas o melhor da música cabo-verdiana e dos seus artistas, residentes no arquipélago e na diáspora.

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