Fogo: Águabrava identifica habitações para ligação domiciliaria de água na Chã – prioridade é mobilização de mais água

  • 01/07/2019 06:03

A empresa intermunicipal de águas, Águabrava, efectuou um levantamento para identificação de habitações visando ligações domiciliárias em Chã das Caldeiras e estabelece como prioridade a mobilização de mais água para o consumo humano.

Esta informação foi avançada à Inforpress pelo administrador/delegado da Águabrava, Rui Évora, que adiantou que foram identificadas algumas dezenas de casas que possam beneficiar de ligações domiciliárias, observando que durante o levantamento foi identificado possíveis novos pontos de distribuição e água na localidade.

A prioridade, indica, “é reforçar a disponibilidade de água à população com a execução de mais um furo de prospecção de água subterrânea, assim como de construção de rede de distribuição o mais abrangente possível”, observando que actualmente existe um único furo que produz 30 toneladas de água/dia e que permite a empresa garantir o mínimo de 40 litros de água/dia por pessoa.

A proposta para execução de mais um furo já foi submetido ao Governo para o financiamento, observando que com o furo actual pode-se garantir ligação domiciliaria entre 30 a 40 por cento (%) das habitações e com mais um furo pode elevar-se a taxa de ligação para 80% já que não é possível cobrir todas as casas devido a localização das mesmas.

Além dos pontos de distribuição de água, com o levantamento foi identificado um ponto onde vai ser construído um marco chafariz refere o responsável da empresa Águabrava.

No sector de abastecimento de água, neste momento está em curso a execução de dois projectos, sendo um ligado a autonomização do sistema da rede de distribuição de água para agricultura na zona sul da ilha, com um orçamento de cerca de 40 mil contos e financiado pelo Governo através do programa Poser.

O outro envolve a extensão da rede de abastecimento de água a parte alta de Ponta Verde (Lomba a Ponta Verde) no valor de pouco mais de sete mil contos e cofinanciados pelo Governo, Câmara de São Filipe e a empresa Águabrava.

Rui Évora indicou que já começaram as perfurações no Ilhéu de Pena (Nossa Senhora do Socorro) visando o reforço de abastecimento de água para consumo humano a população da zona sul e alta de São Filipe e Santa Catarina do Fogo, igualmente financiado pelo Governo.

Quanto a execução do furo de prospecção de água subterrânea na cidade de Cova Figueira, mesmo à frente do edifício do Paços de Concelho, iniciada em Fevereiro, e que estava paralisada, há dois meses, foi suspensa em definitivo e segundo Rui Évora, não está previsto a execução de nenhum outro furo em Cova Figueira.

JR/AA