Em declarações à Inforpress, o empreiteiro Napoleão de Pina disse que a empresa fornecedora de cimento na ilha “tem obrigado os empreiteiros” a adquirir o produto diretamente no porto, logo à chegada do navio, justificando que a quantidade descarregada não compensa o transporte para o armazém.
Segundo a mesma fonte, esta prática torna o custo da compra “ainda mais elevado”, uma vez que muitos empreiteiros são obrigados a alugar viaturas e a pagar fretes mais caros para o transporte do cimento até aos seus locais de trabalho.
“Para quem tem carro próprio, comprar cimento no armazém ou no porto da Furna não faz diferença, mas para nós que precisamos alugar um carro o custo torna-se muito mais elevado. Por isso estamos aqui para mostrar o nosso descontentamento e apelar à empresa distribuidora para que volte a vender o cimento no armazém”, afirmou.
Napoleão de Pina acrescentou que, por vezes, num único frete entre a Furna e Nossa Senhora do Monte chegam a pagar cerca de cinco mil escudos, mesmo quando a quantidade de cimento é reduzida.
O correcto, continuou, seria transportar o produto para o armazém, permitindo que todos possam comprar pequenas quantidades de forma mais acessível.
No mesmo sentido, o pedreiro Clarimundo da Lomba partilhou a mesma opinião, considerando que a situação está complicada, uma vez que para adquirir apenas um saco de cimento no porto da Furna é necessário alugar uma viatura e pagar valores a partir de mil escudos, ou mais, consoante o destino.
“A empresa distribuidora tem o seu armazém, por isso o justo seria vender a partir desse local, como sempre fez, e não obrigar os trabalhadores a comprar logo no porto, causando um custo adicional no transporte”, considerou.
Segundo o pedreiro, esta situação tem-se repetido com frequência, razão pela qual decidiram recorrer à comunicação social para expressar o seu descontentamento e apelar à normalização da venda de cimento o mais rapidamente possível.
A Inforpress tentou contactar a proprietária da empresa fornecedora de cimento na Brava, Dina Vicente, para se pronunciar sobre o assunto, mas o esforço não resultou.