Embora não exista um fundo documental exclusivo dedicado à Brava, diversas referências à ilha surgem em correspondências oficiais, relatórios administrativos e registos eclesiásticos, muitas vezes associados à vizinha Fogo, com a qual manteve uma forte ligação histórica e administrativa.
Entre os documentos disponíveis, destacam-se relatos sobre o processo de povoamento, marcado por dificuldades como a escassez de água e o isolamento geográfico. Há também registos de períodos de seca e fome que afetaram duramente a população, levando autoridades locais a solicitar apoio à Coroa portuguesa.
Os arquivos revelam ainda a importância da Igreja na organização da sociedade bravense, através de registos de batismos, casamentos e óbitos, que permitem compreender a evolução demográfica da ilha ao longo dos séculos.
Outro aspeto relevante presente nos documentos é a emigração, já identificada como uma resposta às dificuldades internas. A partir do século XIX, surgem igualmente referências à presença de navios estrangeiros, especialmente baleeiros americanos, evidenciando os primeiros sinais de ligação da Brava à diáspora.
Especialistas consideram que a documentação existente na Torre do Tombo constitui uma fonte valiosa para o estudo da história da Ilha Brava, apesar de exigir um trabalho minucioso de pesquisa, uma vez que a informação se encontra dispersa por diferentes coleções e períodos.
A preservação desses registos continua a ser fundamental para compreender as origens, desafios e identidade de uma das ilhas mais marcantes de Cabo Verde.