Inauguração do polémico monumento à “Liberdade e Democracia” marca programa comemorativo do 13 de janeiro
O monumento à “Democracia e Liberdade”, orçado em mais de 150 mil contos e que gerou muita polémica em Cabo Verde, será inaugurado no dia 13 de janeiro, na rotunda de acesso ao aeroporto internacional Nelson Mandela, em Achada Grande frente. O acto será presidido por Ulisses Correia e Silva, após a entoação do hino nacional. O Primeiro-ministro fará, entretanto, a sua intervenção após uma breve apresentação técnica da obra pelo responsável da Estradas de Cabo Verde. O programa será encerrado com o festival “Liberdade e Democracia” no espaço da FIC, no antigo aeroporto.
Para assinalar o 35º aniversário das primeiras eleições pluripartidárias, o Governo programou na cidade da Praia uma semana de actividades de carácter político, cultural, recreativa e de sensibilização, que começam com a referida inauguração do monumento. O objectivo, como enfatiza um comunicado do Executivo, é a valorização da memória democrática e o reforço da cultura da liberdade e de participação cidadã.
A capital vai acolher nesse âmbito diversos eventos académicos como aulas magnas na Universidade de Cabo Verde, ISCEE, UniPiaget e Universidade de Santiago. O programa integra a conferência internacional “O livro numa sociedade democrática”, a realizar-se na livraria Pedro Cardoso, bem como uma exposição comemorativa dos 35 anos da efeméride.
Está previsto ainda um painel especial dedicado ao 13 de janeiro, subordinado ao tema “A construção da democracia cabo-verdiana: desafios atuais e o papel da juventude”, que pretende promover a reflexão crítica, o debate inter-geracional e o reforço do envolvimento dos jovens na consolidação da democracia.
As celebrações estendem-se à diáspora cabo-verdiana, com a realização de um conjunto de atividades comemorativas no Senegal, Portugal e Estados Unidos, onde os emigrantes serão envolvidos em eventos culturais, ações de sensibilização cívica e momentos de partilha. A nota salienta que os actos visam reforçar os laços entre Cabo Verde e a sua diáspora e valorizar o seu contributo histórico dos emigrantes para a afirmação da liberdade, da democracia e da cidadania.
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