Jovem bravense acusa Câmara Municipal de discriminação na atribuição de espaço de vendas em Fajã d'Água
Cidade de Nova Sintra, 29 de Agosto de 2026 (Bravanews) - A ilha Brava encontra-se no centro de uma polémica local depois de uma jovem residente, de nome Leny Andrade, ter vindo publicamente acusar a Câmara Municipal da Brava de discriminação política na atribuição de um espaço comercial. Em causa está a concessão de um dos locais de vendas localizados na recém-reabilitada Pracinha de Fajã d'Água, uma infraestrutura muito aguardada pela comunidade para dinamizar a economia local e criar novas oportunidades de emprego para os jovens da região.
De acordo com o relato detalhado da munícipe, a situação teve início no preciso momento em que tomou conhecimento de que as obras do espaço público estavam concluídas e prontas a entrar em funcionamento. Movida pelo interesse legítimo em iniciar uma atividade económica por conta própria naquela zona balnear, a jovem decidiu tomar a iniciativa e deslocou-se de imediato aos serviços municipais competentes para manifestar formalmente o seu interesse no projeto.
Como parte do procedimento inicial, Leny Andrade fez-se acompanhar da cópia do seu Bilhete de Identidade e do respetivo Número de Identificação Fiscal, documentos essenciais para comprovar a sua identidade e regularidade fiscal perante a autarquia. No entanto, segundo a própria, após a entrega da documentação exigida, os funcionários limitaram-se a pedir-lhe que aguardasse pacientemente por um contacto oficial por parte da edilidade para os trâmites seguintes.
A surpresa e a frustração surgiram mais tarde, quando a jovem descobriu por vias próprias que a Câmara Municipal havia avançado com a realização de um concurso público para a seleção e atribuição do referido espaço de vendas. Para grande descontentamento de Andrade, em nenhum momento foi contactada pelos serviços camarários para ser informada sobre a abertura do concurso, perdendo assim a oportunidade de submeter a sua candidatura oficial em igualdade de circunstâncias.
Diante deste desfecho, a jovem bravense não hesitou em apontar o dedo diretamente à liderança da autarquia local, levantando sérias suspeitas sobre a transparência de todo o processo administrativo. Numa altura em que se esperava equidade na gestão dos recursos públicos, a munícipe alegou abertamente ter sido vítima de um tratamento injusto e discriminatório, motivado fundamentalmente pela sua cor partidária.
Para a denunciante, a exclusão deliberada do processo de concurso e a aparente falta de comunicação institucional configuram uma clara penalização devido a afinidades políticas, um cenário que considera inadmissível numa administração que deveria servir todos os cidadãos de forma imparcial. Este tipo de denúncia costuma gerar forte sensibilidade na opinião pública cabo-verdiana, onde a proximidade comunitária e a igualdade de oportunidades no acesso a infraestruturas públicas são temas muito debatidos.
O caso já está a dar muito que falar entre os moradores de Fajã d'Água, toda a ilha Brava e na emigração, reabrindo o debate sobre a necessidade de maior rigor, clareza e transparência na atribuição de espaços municipais a pequenos empreendedores. A população local divide-se agora em opiniões sobre os procedimentos adoptados pela autarquia, com vários cidadãos a exigirem esclarecimentos públicos para dissipar quaisquer dúvidas sobre a lisura do concurso realizado.
























