Proprietário do Djabraba Eco's Lodge denuncia crise no transporte marítimo e alerta para futuro incerto do turismo na Brava
O proprietário do Djabraba Eco's Lodge, Marco Giandinoto, denuncia os problemas persistentes no transporte marítimo, afirmando que a instabilidade das ligações tem causado perdas de clientes, prejudicado o turismo e criado incerteza para o desenvolvimento económico da Brava.
O proprietário do Djabraba Eco's Lodge, Marco Giandinoto, voltou a denunciar os problemas persistentes no transporte marítimo que serve a ilha Brava, afirmando que a situação tem provocado perdas para o setor turístico e criado um ambiente de constante incerteza para residentes e visitantes.
Segundo Giandinoto, o Djabraba Eco's Lodge está em funcionamento desde junho de 2012 e já perdeu clientes, incluindo grupos inteiros, devido às dificuldades relacionadas com o transporte marítimo. O empresário afirma que a instabilidade das ligações impede o normal planeamento das atividades e provoca ansiedade diária entre os operadores turísticos.
“Não conseguimos organizar o nosso trabalho porque a qualquer momento a viagem de barco pode ser cancelada por um motivo ou outro”, afirmou, criticando também a utilização da embarcação Praia d’Aguada como alternativa em determinadas situações.
Na sua opinião, a embarcação não oferece as condições necessárias para responder às expectativas dos turistas, que procuram segurança, conforto e horários previsíveis. Giandinoto considera que a falta de regularidade e previsibilidade nas ligações marítimas constitui um sério obstáculo ao desenvolvimento do turismo na ilha.
O empresário relatou ainda uma situação concreta vivida recentemente por um hóspede do hotel, que aguardava desde as 14h para embarcar, sem saber, até às 17h, a que horas o barco partiria.
“Quem vem à Brava fazer turismo sem a certeza de poder ir embora?”, questionou.
Para Giandinoto, o problema atravessa diferentes governos e partidos políticos, sem que tenha sido encontrada uma solução duradoura. O proprietário considera que as decisões tomadas ao longo dos anos, incluindo a entrega da gestão do transporte marítimo a uma empresa portuguesa, não contribuíram para resolver os problemas existentes e, na sua avaliação, acabaram por agravar a situação.
As declarações refletem a crescente preocupação de empresários ligados ao turismo na Brava, que dependem de ligações marítimas regulares e confiáveis para receber e transportar visitantes. Para o proprietário do Djabraba Eco's Lodge, a atual situação coloca em risco o futuro do turismo e pode contribuir para a estagnação do desenvolvimento económico da ilha.
“Neste momento, acreditamos sinceramente que Brava enfrenta um futuro incerto para o turismo e um desenvolvimento económico estagnado”, concluiu.
























