BRAVA: PESCADORES VOLTAM A EXIGIR EQUIPAMENTOS PARA PROTEGER AS SUAS EMBARCAÇÕES
Os pescadores de Fajã d’Água, Furna e Lomba, na ilha Brava, apelam ao Governo para a instalação de arrastadores de botes e construção de rampas adequadas. A falta destas infra-estruturas coloca em risco as embarcações e a segurança dos profissionais, sobretudo durante períodos de mau tempo. Os pescadores lamentam as promessas ainda não cumpridas e exigem soluções concretas para proteger os seus equipamentos, garantir melhores condições de trabalho e salvaguardar o sustento das famílias que dependem da pesca.
Os pescadores das localidades de Fajã d’Água, Furna e Lomba, na ilha Brava, voltam a chamar a atenção para um problema que afecta directamente a segurança das suas embarcações e o sustento de várias famílias: a falta de equipamentos adequados para retirar os botes do mar e protegê-los, sobretudo quando as condições meteorológicas se agravam.
Em declarações à Inforpress, os profissionais da pesca apelaram ao Governo para a instalação de arrastadores de botes nas zonas piscatórias, considerando que estas infra-estruturas são fundamentais para reduzir os prejuízos e garantir melhores condições de trabalho.
FALTA DE CONDIÇÕES E RISCO DE PREJUÍZOS
Em Fajã d’Água, Helena Baptista, proprietária de uma embarcação de pesca, explicou que os pescadores dispõem apenas de uma rampa improvisada, que não oferece garantias suficientes de segurança quando o mar está agitado.
A pescadora defende a necessidade de uma intervenção urgente, sublinhando que os profissionais precisam de condições adequadas para proteger as suas embarcações.
Na Furna, Reinaldo Martins, representante da comunidade piscatória local, afirmou que a instalação de um arrastador de botes é uma reivindicação antiga, que, segundo ele, tem sido sucessivamente prometida sem chegar a concretizar-se.
Durante a época das chuvas e de maior agitação marítima, a situação torna-se ainda mais preocupante. A força das ondas pode acumular pedras nas praias, dificultando a entrada e a saída dos botes e aumentando o risco de danos materiais e acidentes.
Os pescadores de Lomba enfrentam dificuldades semelhantes e juntam-se ao apelo por melhores condições nas zonas piscatórias da ilha.
PROTEGER OS BOTES É PROTEGER O SUSTENTO DAS FAMÍLIAS
Para muitas famílias bravenses, a pesca não é apenas uma actividade económica. É a principal fonte de rendimento e uma forma de garantir a alimentação e o sustento diário.
Quando uma embarcação fica danificada ou não pode sair para o mar em segurança, as consequências ultrapassam o prejuízo material. Podem significar dias sem trabalhar, perda de rendimento e dificuldades para famílias que dependem directamente desta actividade.
Por isso, a instalação de arrastadores de botes e a construção de rampas adequadas não devem ser vistas como obras secundárias. São investimentos importantes na segurança dos pescadores, na protecção dos seus equipamentos e na continuidade da actividade piscatória.
A reivindicação dos profissionais da Brava levanta também uma questão que merece reflexão: quantas vezes as comunidades piscatórias precisam de repetir os mesmos pedidos até conseguirem respostas concretas?
Os pescadores precisam de mais do que promessas. Precisam de soluções duradouras, planeamento e infra-estruturas adaptadas às condições de cada localidade.
O desenvolvimento de Cabo Verde também passa pelas comunidades costeiras e por todos aqueles que, diariamente, enfrentam os riscos do mar para garantir o sustento das suas famílias.
A Brava merece atenção, e os seus pescadores merecem condições dignas e seguras para trabalhar.
Porque proteger os pescadores é também proteger a economia local e o futuro das comunidades que vivem da pesca.
Fonte: Inforpress






















