Bravenses questionam gestão e paradeiro do livro “Brava, Ilha dos Encantos” lançado em 2024
Cidade de Nova Sintra, 3 de Janeiro de 2026 (Bravanews) - Alguns bravenses radicados nos Estados Unidos da América e outros residentes na ilha Brava manifestaram publicamente preocupações e questionamentos em torno do livro “Brava, Ilha dos Encantos”, lançado em junho de 2024, cuja produção foi financiada pela Câmara Municipal da Brava, então liderada pelo presidente Francisco Tavares.
Segundo relatos recolhidos, os munícipes querem esclarecimentos concretos sobre vários aspetos ligados à obra, nomeadamente o número total de exemplares editados, quantos livros foram efetivamente vendidos, o valor arrecadado com essas vendas, o paradeiro do dinheiro obtido e a quantidade de livros ainda existente em stock.
O livro, de carácter promocional e cultural, foi concebido pelo fotógrafo Zé Pereira e custeado com recursos financeiros da edilidade bravense, ou seja, com dinheiros públicos. A obra foi apresentada como uma valorização da imagem da ilha Brava, das suas paisagens, identidade e património, sendo bem recebida pela comunidade no momento do seu lançamento.
No entanto, a controvérsia surge sobretudo em relação à venda de alguns exemplares nos Estados Unidos, onde, segundo informações avançadas por membros da diáspora, os livros teriam sido comercializados ao preço unitário de 40 dólares americanos. Essas vendas, de acordo com as mesmas fontes, teriam sido realizadas diretamente pelo então presidente da Câmara Municipal, com os valores recebidos em dinheiro vivo.
Munícipes ouvidos questionam por que razão não há registos públicos conhecidos dessas transações, nem informações claras sobre a entrada desses valores nos cofres municipais. Para muitos, tratando-se de um produto financiado com fundos públicos, a sua comercialização deveria obedecer a critérios de transparência, prestação de contas e controlo financeiro.
Contactada sobre o assunto, a atual Câmara Municipal da Brava, agora liderada pelo presidente Amândio Brito, terá informado que desconhece o paradeiro do dinheiro proveniente das vendas, bem como não dispõe de dados concretos sobre a quantidade de livros ainda existentes. Esta situação tem aumentado o desconforto e a inquietação entre cidadãos, tanto na ilha como na diáspora.
Vozes da sociedade civil defendem que o caso exige esclarecimentos públicos, seja através de um relatório financeiro detalhado, seja por meio de uma auditoria interna, de forma a dissipar dúvidas e preservar a credibilidade da instituição municipal. Para estes munícipes, a transparência não é apenas uma obrigação legal, mas também um dever moral para com a população.
Perguntado sobre esta matéria, o ex-Presidente respondeu: “Muitas pessoas … quem? Qual o valor gasto na produção do livro?Qual a quantidade produzida? Qual a quantidade vendida? Qual o remanescente?
Só se eu souber quais os dados concretos a Brava News tem e quem os forneceu, poderei dizer algo. Afinal já não sou presidente da CMB há 1 ano e 15 dias. Nunca saberia dizer o que a nova equipa do CMB fez em relação a isso.”
















