José Pires alerta para riscos na estrada de Cachaço - “A vida dos alunos está acima de qualquer coisa”
Cidade de Nova Sintra, 13 de Setembro de 2026 (Bravanews) - O pai e encarregado de educação José Pires manifestou profunda preocupação com o estado da estrada de acesso à comunidade de Cachaço, numa altura em que o novo ano letivo se aproxima. Segundo o encarregado de educação, a situação da via continua sem melhorias significativas, apesar da importância que a estrada representa para a circulação diária da população e, sobretudo, para o transporte dos alunos que frequentam a escola em Nossa Senhora do Monte e Nova Sintra.
De acordo com José Pires, a escola deverá reabrir já na próxima semana, no dia 21 do corrente mês, o que aumenta a apreensão entre os pais e encarregados de educação. A proximidade do início das aulas faz crescer o receio de que os alunos tenham de voltar a enfrentar, durante mais um ano letivo, as dificuldades provocadas pelas más condições da estrada.
O encarregado de educação considera que a comunidade está indignada com a situação e questiona a falta de respostas das autoridades responsáveis pela resolução do problema. Para José Pires, tanto as autoridades locais como as nacionais e outras entidades com responsabilidades na manutenção e melhoria da via deveriam encontrar uma solução antes do início das aulas, tendo em conta que a estrada será utilizada regularmente pelos transportes escolares ao longo do ano letivo.
“Às vezes penso muito se devo colocar o meu filho na escola, enquanto não vejo melhorias na nossa estrada”, afirmou José Pires, deixando transparecer a dimensão da preocupação sentida por algumas famílias. Segundo ele, a insegurança provocada pelo estado da via está a levar alguns pais e encarregados de educação a questionarem se devem permitir que os seus filhos continuem a utilizar diariamente aquela estrada para chegar à escola.
José Pires salienta que a sua preocupação não é isolada. Segundo o encarregado de educação, existem outros pais que partilham a mesma inquietação e que também estão preocupados com os riscos que os alunos poderão enfrentar durante as deslocações. A situação torna-se ainda mais delicada devido à necessidade de circulação de veículos de transporte escolar numa estrada que, na perspetiva da comunidade, continua sem condições adequadas.
Para o pai, não se trata apenas de uma questão de conforto ou de dificuldades de circulação, mas de uma preocupação diretamente relacionada com a segurança e a vida dos estudantes. “Nós não queremos ver mais sofrimento das famílias”, afirmou, lembrando que os problemas registados anteriormente devem servir de alerta para evitar que a comunidade volte a enfrentar uma situação ainda mais grave.
O encarregado de educação recorda ainda o acidente ocorrido em Fogo, que, na sua perspetiva, deve servir de exemplo e de alerta para todos. José Pires entende que situações desta natureza não podem ser ignoradas e que as autoridades devem agir preventivamente para evitar que uma estrada em más condições venha a contribuir para uma nova tragédia. “O que aconteceu no Fogo está a servir de espelho para não cairmos na mesma desgraça”, destacou.
Na sua avaliação, a segurança dos alunos e dos condutores deve estar acima de qualquer outra consideração. José Pires defende que as autoridades devem olhar para a estrada de acesso a Cachaço com sentido de urgência, sobretudo porque, com o início das aulas, a circulação de estudantes e do transporte escolar será diária e poderá aumentar os riscos associados às atuais condições da via.
A preocupação da comunidade ganha maior peso pelo facto de, segundo o encarregado de educação, a estrada continua praticamente na mesma situação de há um ano. José Pires considera preocupante que os alunos estejam a regressar à escola sem que sejam visíveis intervenções capazes de melhorar substancialmente as condições de circulação. Para ele, a ausência de mudanças transmite às famílias a sensação de que o problema continua sem uma resposta efetiva.
O pai e encarregado de educação considera ainda que a situação poderá piorar se não houver uma intervenção antes ou durante o novo ano letivo. Com a circulação frequente de viaturas, incluindo o transporte escolar, o desgaste da estrada poderá aumentar, agravando as dificuldades já enfrentadas pelos moradores e pelos condutores que utilizam diariamente a via.
José Pires deixa, por isso, um apelo às entidades competentes para que não esperem pela ocorrência de um acidente grave para tomar medidas. Na sua perspetiva, a prevenção deve ser a prioridade, principalmente quando estão em causa crianças e jovens que precisam de utilizar a estrada diariamente para chegar à escola. O encarregado de educação entende que a comunidade merece uma resposta concreta e não apenas promessas de intervenção.
O apelo de José Pires resume, assim, uma preocupação que ultrapassa a sua própria família: garantir que os alunos possam frequentar a escola em condições de segurança e que os condutores responsáveis pelo transporte escolar também possam desempenhar o seu trabalho sem colocar as suas vidas em risco. “A vida de cada aluno e dos condutores está acima de qualquer coisa”, sublinha o encarregado de educação, defendendo uma intervenção urgente na estrada de acesso a Cachaço para evitar que a comunidade seja novamente confrontada com uma tragédia que poderia ser prevenida.
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