Abel Silva, que falava à Inforpress, salientou que, destes números, cerca de 50 jovens encontram-se na situação de atingir a maioridade até à referida data, ficando assim aptos a exercer o direito de voto.
O responsável considerou tratar-se de “um número razoável”, tendo em conta a realidade demográfica da ilha da Brava.
No entanto, reconheceu que ainda existem dificuldades em mobilizar os jovens para aderirem ao processo de recenseamento eleitoral.
“O recenseamento é obrigatório, mas, mesmo assim, muitos jovens ainda mostram alguma resistência em fazê-lo”, afirmou.
De acordo com o presidente da CRE, a comissão tem procurado facilitar o acesso ao recenseamento através de um novo modelo de proximidade, com equipas disponíveis em todas as localidades da ilha e deslocações às escolas secundárias, de forma a aproximar o serviço dos jovens.
Apesar dessas iniciativas, Silva ressaltou que a adesão tem sido moderada.
“No último dia do período de recenseamento, a CRE conseguiu inscrever 12 jovens, número alcançado sobretudo durante uma acção realizada na Escola Secundária Eugénio Tavares, depois de a equipa ter percorrido várias localidades da ilha”, sublinhou.
Ainda assim, o presidente faz um balanço positivo do trabalho realizado, mas defende um maior envolvimento dos partidos políticos no processo.
“Os partidos políticos também devem estar connosco nesta acção de recenseamento e incentivar os jovens a inscreverem-se, porque são eles que precisam de votos para eleger os seus representantes”, ressaltou.
No mesmo período, a CRE registou ainda 15 pedidos de transferência de recenseamento para a ilha da Brava, enquanto 18 eleitores solicitaram transferência para outras ilhas do país.