Francisco Tavares critica escolha de Clóvis Silva e acusa PAICV de não respeitar quadros da Brava

Cidade de Nova Sintra, 23 de Março de 2026 (Bravanews) - As declarações de Francisco Tavares, ex-Presidente da CMB sobre a escolha de Clóvis Silva como cabeça de lista do PAICV pelo círculo eleitoral da Brava continuam a marcar o debate político na ilha, levantando questões sobre a valorização dos quadros locais e a estratégia política do partido para as próximas eleições legislativas.

Mar 23, 2026 - 19:51
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Francisco Tavares critica escolha de Clóvis Silva e acusa PAICV de não respeitar quadros da Brava

Francisco Tavares afirmou que o PAICV “não acreditou, não valorizou e nem respeitou os quadros da Brava” ao voltar a escolher Clóvis Silva para liderar a lista do partido no círculo eleitoral da ilha. Segundo ele, a decisão demonstra, mais uma vez, falta de confiança da direção nacional nos militantes e dirigentes políticos residentes na Brava.

Francisco Tavares recorda o histórico eleitoral de Clóvis Silva como cabeça de lista ou figura política de destaque associada ao partido na Brava, destacando os resultados eleitorais ao longo dos anos:

  • 2011 – venceu as eleições

  • 2016 – perdeu as eleições

  • 2020 – perdeu as eleições (Câmara Municipal da Brava)

  • 2021 – perdeu as eleições

  • 2026 – ______ as eleições

Para Tavares, estes resultados deveriam levar o partido a uma reflexão sobre a estratégia política e a necessidade de apostar em novos nomes e lideranças locais.

Outro ponto levantado por Francisco Tavares prende-se com a ligação de Clóvis Silva à ilha Brava. Segundo ele, trata-se de um deputado eleito pela Brava que não mantém uma presença regular na ilha e que, ao longo dos anos, não escolheu viver ou investir na Brava.

Entre as críticas apresentadas, Francisco Tavares aponta que o deputado não é natural da Brava, não se identifica com a realidade da ilha, mesmo eleito pela Brava, nunca escolheu morar na ilha, teria investido principalmente na ilha do Fogo e tem uma média de permanência e visita à Brava de cerca de um mês por ano durante o mandato.

Segundo Tavares, esta situação cria um distanciamento entre o deputado eleito e a população que representa, levantando dúvidas sobre a representatividade política e o acompanhamento dos problemas locais.

Francisco Tavares também questiona a presença do deputado na ilha ao longo do mandato, afirmando que, apesar de receber subsídios e apoios para visitas ao círculo eleitoral, as deslocações seriam poucas e de curta duração.

Ele defende que um deputado eleito pela Brava deveria ter uma presença mais constante na ilha, acompanhar de perto os problemas da população e manter contacto permanente com as comunidades.

As declarações de Francisco Tavares terminam com críticas diretas à direção nacional do PAICV, afirmando que a escolha de Clóvis Silva volta a demonstrar que a cúpula do partido não confia nos quadros políticos da Brava.

Segundo ele, existem na ilha pessoas com capacidade política, formação, experiência e ligação direta à realidade local que poderiam assumir a liderança da lista e representar melhor os interesses da Brava no Parlamento.

A escolha do cabeça de lista do PAICV pelo círculo eleitoral da Brava deverá continuar a gerar debate político dentro do partido e na sociedade bravense, numa altura em que se aproximam novas eleições legislativas e aumenta a discussão sobre representatividade, liderança e desenvolvimento da ilha.

Para muitos analistas políticos locais, esta discussão não é apenas sobre nomes, mas sobre o modelo de representação política da Brava e o papel dos deputados eleitos pela ilha no desenvolvimento local.