Imigrante cabo-verdiano acusado de homicídio veicular após acidente fatal que matou polícia em Massachusetts

Conforme informa Boston Today, um imigrante cabo-verdiano é acusado de homicídio veicular após conduzir embriagado na contramão e causar a morte de um polícia em Massachusetts; caso levanta questões sobre reincidência e decisões judiciais.

Mar 23, 2026 - 10:56
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Imigrante cabo-verdiano acusado de homicídio veicular após acidente fatal que matou polícia em Massachusetts

Um imigrante cabo-verdiano de 41 anos foi formalmente acusado de homicídio veicular após um acidente frontal que resultou na morte imediata de um agente policial em Massachusetts. O caso, que remonta a novembro de 2024, voltou ao centro das atenções após novos desdobramentos judiciais e levanta questões sobre reincidência criminal e decisões das autoridades.

Keoma Duarte, identificado como residente nos Estados Unidos e natural de Cabo Verde, enfrenta acusações graves por alegadamente conduzir sob influência de álcool no momento do acidente. Segundo relatórios policiais, Duarte terá entrado na faixa contrária de uma rodovia no estado de New Hampshire, percorrendo cerca de 13 milhas em direção oposta ao tráfego antes de colidir frontalmente com o veículo conduzido pelo sargento Jeremy Cole, de 49 anos, um agente policial ligado a uma instituição de ensino superior. Cole morreu no local.

As autoridades indicam que Duarte apresentava sinais claros de intoxicação, incluindo fala arrastada, desorientação e odor de álcool. Um teste revelou uma taxa de álcool no sangue de 0,119, acima do limite legal. No interior do veículo foram ainda encontrados recipientes vazios de bebidas alcoólicas e substâncias associadas à marijuana.

Apesar da gravidade do incidente, Duarte foi inicialmente libertado pelas autoridades, decisão que tem gerado críticas e questionamentos públicos. Meses depois, em maio de 2025, foi novamente detido em New Bedford com base num mandado por fuga à justiça, relacionado ao mesmo caso.

O histórico de Duarte inclui outros incidentes rodoviários. Em 2013, foi detido por conduzir com a carta suspensa, e em 2023 esteve envolvido num acidente de atropelamento com fuga (hit-and-run). Estes antecedentes estão agora a ser considerados no processo judicial em curso.

Durante a investigação, Duarte terá negado envolvimento no acidente, mesmo perante evidências físicas significativas. Segundo o Ministério Público, o arguido manteve essa posição até ser transportado para o hospital, apesar do estado severamente danificado do seu veículo.

O caso também levanta debate sobre a forma como indivíduos com histórico de infrações graves continuam a circular nas estradas, bem como sobre eventuais inconsistências no tratamento de imigrantes envolvidos em crimes sérios. Observadores apontam ainda que a origem africana de Duarte nem sempre é mencionada em relatos anteriores, o que tem alimentado discussões sobre cobertura mediática e critérios de divulgação.

A próxima etapa do processo será uma audiência marcada para terça-feira, onde o juiz irá decidir se Duarte poderá aguardar julgamento em liberdade mediante fiança ou permanecer sob custódia.